Espaço pet vira exigência na compra de imóveis no Brasil
Um estudo de tendências de moradia indica que o espaço dedicado a animais de estimação se tornou item essencial na compra de imóveis no Brasil e já ocupa a
Um estudo de tendências de moradia indica que o espaço dedicado a animais de estimação se tornou item essencial na compra de imóveis no Brasil e já ocupa a quarta posição entre as prioridades de lazer em condomínios.
Continua depois da publicidade
Com mais de 62 milhões de cães e cerca de 33 milhões de gatos no país, especialistas apontam que áreas voltadas ao convívio dos animais deixaram de ser um diferencial de marketing e passaram a influenciar diretamente a decisão de compra.
Segundo a pesquisa citada pelo setor imobiliário, o chamado espaço pet aparece em quarto lugar na lista de prioridades de lazer dos moradores e é considerado essencial por 31% das pessoas que pretendem adquirir um imóvel.
Incorporadoras e construtoras já adaptam projetos para atender esse público, incluindo áreas específicas para passeios, socialização dos animais e, em alguns casos, estrutura para banho e cuidados básicos, o que contribui para valorizar o condomínio.
Continua depois da publicidade
História de uma moradora que adotou por causa do espaço
A auxiliar administrativa Iully Grabovski conta que não tinha animal de estimação antes de se mudar para o condomínio onde vive atualmente, mas que a estrutura oferecida para os pets a motivou a adotar seus bichinhos.
"Quando me mudei e conheci o espaço do condomínio, decidi adotar. A última foi a Vivi, que tinha sido abandonada e encontrou aqui um lugar seguro para brincar", relata Iully.
Ela afirma que a experiência mudou sua relação com a moradia e com os animais. "Hoje não consigo pensar em me mudar para um lugar que não tenha espaço para os bichinhos", diz a auxiliar administrativa.
Continua depois da publicidade
Mercado imobiliário vê mudança de perfil do comprador
Para o gestor de vendas da MRV, Willians Ribeiro, a demanda por áreas destinadas aos animais reflete a transformação do perfil das famílias brasileiras, em que os pets ocupam papel central na rotina e na organização da casa.
Ele destaca que, em muitos lançamentos, o espaço pet já aparece ao lado de itens tradicionais, como piscina e salão de festas, e que a ausência desse tipo de estrutura pode afastar compradores que priorizam o bem-estar dos seus animais.
Na visão de profissionais do setor, a tendência é que condomínios reforcem regras de convivência e manutenção dessas áreas, de forma a garantir segurança, higiene e integração entre vizinhos, consolidando o espaço pet como parte definitiva da oferta de lazer.
