Filhote de lobo-marinho volta ao mar após dois meses de recuperação no PR
Animal foi encontrado debilitado em Matinhos e será solto próximo à Ilha das Peças
Uma filhote de lobo-marinho-subantártico será devolvida ao oceano nesta sexta-feira (6), após quase dois meses de tratamento no litoral do Paraná. O animal foi encontrado debilitado em uma praia de Matinhos e passou por um processo de reabilitação conduzido por pesquisadores da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
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A soltura será realizada em alto-mar, nas proximidades da Ilha das Peças. A fêmea recebeu um transmissor satelital que permitirá acompanhar seus deslocamentos após o retorno à natureza.
O animal foi resgatado no dia 8 de setembro, no Balneário Gaivotas, em Matinhos. Na ocasião, tinha aproximadamente quatro meses de vida, 86 centímetros de comprimento e pesava oito quilos.
Durante a avaliação veterinária, foram identificados problemas respiratórios e gastrointestinais que exigiram tratamento especializado.
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Filhote passou por quase dois meses de reabilitação
Após o resgate, a fêmea foi encaminhada ao Centro de Reabilitação, Despetrolização e Análise da Saúde da Fauna Marinha (CReD-UFPR), localizado em Pontal do Paraná.
Além dos cuidados veterinários, o animal passou por atividades para estimular o comportamento de caça, fundamental para conseguir alimento e sobreviver no oceano.
Com a recuperação dos parâmetros clínicos e a evolução do comportamento, a equipe considerou a filhote apta para retornar à natureza.
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O atendimento também foi considerado especial pelos pesquisadores: foi o primeiro filhote de lobo-marinho-subantártico recebido pela equipe do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) no Paraná.
Lobo-marinho será monitorado por satélite
Antes da soltura, o animal recebeu um transmissor satelital de aproximadamente 140 gramas, fixado à pelagem com um adesivo especial.
O equipamento permitirá aos pesquisadores acompanhar parte dos deslocamentos da filhote pelo oceano, reunindo informações importantes sobre o comportamento da espécie.
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Segundo a UFPR, o dispositivo foi desenvolvido para não prejudicar os movimentos do animal e se desprende naturalmente após determinado período.
O médico-veterinário Fabio Henrique de Lima, responsável técnico pelo projeto, explica que o acompanhamento não termina com a soltura.
“Poderemos acompanhar o deslocamento deste animal através de um transmissor satelital, que registra a distância percorrida e outras informações importantes sobre o comportamento do animal, que contribuirão para estudos sobre a espécie”, afirma.
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Esta é a primeira vez que a equipe utiliza a tecnologia em um filhote de lobo-marinho-subantártico.
Registros de lobos-marinhos e outros mamíferos marinhos triplicam no Paraná
Um levantamento da UFPR mostra aumento nas ocorrências de pinípedes, grupo de mamíferos marinhos que inclui lobos-marinhos, leões-marinhos e elefantes-marinhos, no litoral paranaense.
Entre janeiro e outubro de 2026, foram registrados 23 animais, contra sete no mesmo período de 2025, aumento superior a três vezes.
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Neste ano, os registros incluem oito lobos-marinhos-subantárticos, sete lobos-marinhos-do-sul, um elefante-marinho-do-sul e sete animais cuja espécie não pôde ser identificada devido ao estado de decomposição.
A bióloga e professora Camila Domit, coordenadora do projeto, explica que condições climáticas podem influenciar a presença desses animais na costa, mas ainda são necessários estudos para compreender as causas do aumento.
“Em anos de intenso El Niño, como o que estamos vivendo, têm sido registrados aumentos nos encalhes de algumas espécies. No entanto, esse padrão ainda vem sendo analisado”, explica.
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O que fazer ao encontrar um lobo-marinho na praia?
A UFPR alerta que a presença desses animais na areia nem sempre significa que estejam doentes. Lobos-marinhos podem utilizar as praias para descansar durante seus deslocamentos.
Por isso, a orientação é manter distância, afastar animais domésticos e não tentar tocar, alimentar ou devolver o animal ao mar.
A aproximação pode provocar estresse e prejudicar o comportamento do mamífero.
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No litoral do Paraná, ocorrências envolvendo animais marinhos podem ser comunicadas pelos telefones 0800 642 3341 ou (41) 99213-8746.
O atendimento é realizado por equipes especializadas do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos.
