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“Foi o demônio”, diz pai suspeito de matar filha de 5 anos em Ramilândia

Band Paraná teve acesso ao registro da ocorrência; pai também disse à polícia que “a droga destrói a família”

3 min

08/09/2026 18:55 • Atualizado há 46 dias

“Foi o demônio”, diz pai suspeito de matar filha de 5 anos em Ramilândia

“Foi o demônio.” Foi essa a frase repetida por André Juan de Oliveira Cerdan, pai de Rebeca Yasmin Cerdan, de 5 anos, depois que a menina foi encontrada morta dentro de casa nesta terça-feira (8), em Ramilândia, no oeste do Paraná.

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A Band Paraná teve acesso ao registro da ocorrência, que detalha o que o suspeito falou aos policiais nos primeiros momentos após a morte da filha.

André foi preso em flagrante e é investigado pela morte de Rebeca. Segundo a Polícia Militar, a menina apresentava marcas de agressão no pescoço.

A causa oficial da morte ainda depende da perícia.

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“Foi o demônio”

De acordo com o registro policial, Rebeca ficou em casa com o pai durante a manhã.

A avó da menina contou que saiu por volta das 10h para ir ao mercado com o marido. Quando os dois retornaram, encontraram a criança desacordada no chão do quarto onde André estava.

O avô pegou a neta no colo e a colocou sobre uma cama enquanto tentava verificar os sinais vitais. O socorro foi acionado, mas a equipe médica que chegou ao imóvel constatou a morte da criança.

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Ainda segundo o boletim, quando a mãe de André perguntou ao filho o que havia acontecido, ele aparentava estar sob efeito de drogas e repetia:

“Foi o demônio.”

Pai estava trancado em um quarto

Quando os policiais chegaram à residência, André estava trancado em outro quarto.

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A própria mãe abriu a porta. Segundo o relato registrado pela PM, ela abraçou o filho e disse: “Você vai ser preso em nome de Jesus.”

Na sequência, o homem obedeceu às ordens dos policiais, colocou os braços para trás e foi algemado.

A mãe contou aos agentes que André havia passado a noite em claro.

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O pai do suspeito, bastante abalado, afirmou aos policiais que o filho fazia uso frequente de drogas. Ao mesmo tempo, disse que André cuidava de Rebeca desde pequena e que não conseguia entender o que havia acontecido.

“A droga destrói a família”

Depois da prisão, André foi levado para a Delegacia da Polícia Civil de Matelândia.

O registro policial aponta que ele continuava alterado e aparentando estar sob efeito de drogas.

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Já na delegacia, os policiais voltaram a perguntar sobre o que havia acontecido com Rebeca. Desta vez, segundo o boletim, André respondeu:

“A droga destrói a família.”

O documento não registra uma confissão direta do homicídio nem apresenta, neste momento, uma explicação clara do suspeito para a morte da filha.

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Rebeca tinha 5 anos

Rebeca Yasmin Cerdan tinha 5 anos. Quando os policiais entraram na casa, ela já estava sobre uma cama e havia sido examinada pela equipe médica do município.

Segundo a Polícia Militar, eram visíveis marcas de agressão no pescoço da criança.

A Polícia Científica foi acionada para realizar a perícia e esclarecer a causa da morte e a dinâmica do crime.

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Polícia precisou retirar suspeito às pressas

A notícia da morte da menina provocou revolta em Ramilândia.

Moradores começaram a se concentrar em frente à casa e, conforme o boletim, houve ameaças contra o suspeito e contra policiais que faziam o isolamento da área.

Equipes de outras cidades, policiais do Choque, Polícia Civil e o helicóptero Falcão foram mobilizados.

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Diante da aglomeração, a Polícia Militar organizou uma estratégia para retirar André da residência sem que ele fosse alcançado pelos moradores. O suspeito foi colocado em uma viatura dentro do pátio da casa e levado diretamente para a delegacia em Matelândia.

O caso agora é investigado pela Polícia Civil.

“Foi o demônio”, diz pai suspeito de matar filha de 5 anos em Ramilândia