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Homem que fez 13 crianças reféns em Curitiba já atacou mulher no metrô de SP

Identificado como José Tobias Elias da Silva, de 41 anos, suspeito tentou jogar mulher nos trilhos em 2021.

4 min

10/10/2026 14:49 • Atualizado há 12 dias

Homem que fez 13 crianças reféns em Curitiba já atacou mulher no metrô de SP

À esquerda, caso em Curitiba em 2026; à direita, caso de 2021, em SP

Foto: Band Paraná

O homem que invadiu um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) e manteve 13 crianças reféns em Curitiba, na sexta-feira (9), foi identificado como José Tobias Elias da Silva, de 41 anos. O nome dele consta no obituário municipal, com registro de falecimento no próprio local da ocorrência, no CMEI Júlio Moreira, no bairro São Braz.

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José Tobias já havia sido detido em São Paulo, em 2021, depois de tentar empurrar uma mulher nos trilhos do metrô, na estação Sé. O caso foi noticiado pela Band na época.

O homem morreu durante uma intervenção do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), após manter 13 crianças, com idades entre 4 e 5 anos, sob ameaça durante aproximadamente três horas. Todas foram resgatadas com vida.

Homem tentou jogar mulher nos trilhos do metrô em São Paulo

Na época com 35 anos, José Tobias Elias da Silva foi preso e foi divulgado histórico de agressões e internação psiquiátrica

Na época com 35 anos, José Tobias Elias da Silva foi preso e foi divulgado histórico de agressões e internação psiquiátrica

Foto: Band

Em abril de 2021, José Tobias foi flagrado por câmeras de segurança tentando empurrar uma mulher nos trilhos da estação Sé, no centro de São Paulo.

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As imagens mostraram o momento em que ele estava parado na plataforma, com uma mochila no chão. Quando uma composição se aproximou, o homem avançou contra uma das mulheres que estavam próximas.

A vítima conseguiu resistir, se desvencilhar e se afastar dos trilhos. Depois da tentativa de agressão, José Tobias voltou para perto da mochila, como se nada tivesse acontecido.

Ele foi detido por seguranças do metrô e encaminhado à polícia.

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Na ocasião, a Polícia Civil encontrou com o suspeito cadernos com manuscritos que relatavam planos de matar outras pessoas e depois tirar a própria vida. Também foi apreendido um soco inglês.

A investigação apontou ainda que o homem possuía registros anteriores por crimes de ameaça.

Laudo psiquiátrico de 2016 foi encontrado pela polícia

Durante a investigação do caso ocorrido em São Paulo, os policiais localizaram um laudo médico de 2016, produzido no Paraná, onde José Tobias havia vivido.

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De acordo com a reportagem publicada pela Band em maio de 2021, o documento registrava diagnóstico de esquizofrenia.

Após a ocorrência no metrô, José Tobias foi encaminhado a um hospital psiquiátrico. Na época, a Polícia Civil pretendia responsabilizá-lo por tentativa de homicídio.

Não há confirmação, nas informações disponíveis, sobre o desfecho daquele processo ou sobre o acompanhamento médico do homem nos anos seguintes.

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Nome aparece no obituário municipal de Curitiba

A identificação do homem que manteve as crianças reféns foi relacionada ao registro de falecimento publicado no obituário municipal.

O documento apresenta o nome de José Tobias Elias da Silva, de 41 anos, com a data da morte em 9 de outubro de 2026.

O registro aponta como local do falecimento o CMEI Júlio Moreira, na Rua Alexandre Marcoski, no bairro São Braz, em Curitiba.

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O sepultamento está previsto para domingo (11), no município de origem, com serviços funerários de uma empresa de Rio Azul, na região Centro-Sul do Paraná.

Sequestro de 13 crianças mobilizou o Bope em Curitiba

Na sexta-feira (9), o homem invadiu o CMEI armado com uma faca e um simulacro de arma de fogo.

Segundo a Polícia Militar do Paraná (PMPR), ele também carregava material inflamável, que teria sido espalhado pela sala enquanto ameaçava provocar um incêndio.

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A ocorrência mobilizou equipes do 12º Batalhão da Polícia Militar, Bope e Comando de Aviação da PMPR, além de outros órgãos de segurança e emergência.

Durante aproximadamente três horas, os policiais tentaram negociar a libertação das crianças.

A situação se agravou quando o homem passou a apresentar comportamento agressivo e a machucar algumas das vítimas.

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Segundo o comandante de Missões Especiais da PMPR, coronel Alexandre Lopes Dias, a intervenção foi autorizada diante do aumento do risco para as crianças.

“Quando percebemos que as crianças começaram a ficar em um nível de estresse mais elevado e que ele passou a agredi-las, optamos pelo adentramento tático para evitar um mal maior”, afirmou.

Durante a entrada dos policiais, José Tobias tentou alcançar uma das crianças e foi atingido pela equipe do Bope. Ele morreu no local.

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Crianças foram resgatadas e motivação segue sob investigação

As 13 crianças foram resgatadas com vida. Cinco delas foram encaminhadas para avaliação médica, incluindo uma que apresentava ferimentos visíveis no rosto.

A Prefeitura de Curitiba confirmou que todas estavam em segurança e informou que equipes de psicologia foram mobilizadas para prestar apoio às crianças, familiares e profissionais da unidade.

A motivação da invasão continua sob investigação da Polícia Civil.

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Durante a ocorrência, uma carta atribuída ao homem circulou nas redes sociais. A autenticidade do documento foi confirmada à Band Paraná pelo secretário estadual da Segurança Pública, Hudson Teixeira.

Na mensagem, o autor fazia ameaças e afirmava que a situação poderia se transformar em um massacre.

Apesar do histórico de violência registrado em 2021, ainda não há informações que permitam estabelecer uma relação entre aquele episódio e a motivação do ataque à escola em Curitiba.