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Inteligência artificial ajuda polícia a solucionar 7 mil casos no Brasil

Tecnologia usada no Paraná e em outros três estados já contribuiu para quase 5 mil prisões desde 2025.

3 min

05/11/2026 19:37 • Atualizado há 2 horas

A inteligência artificial já ajudou a polícia a esclarecer mais de 7 mil casos e contribuiu para quase 5 mil prisões no Brasil desde 2025. A tecnologia é utilizada pelas forças de segurança de quatro estados, incluindo o Paraná, e permite localizar suspeitos e veículos a partir de características identificadas em imagens de câmeras de monitoramento.

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A plataforma funciona como uma ferramenta de apoio às investigações. Em vez de analisar manualmente horas de gravações, os policiais conseguem pesquisar características específicas de pessoas e veículos, cruzar informações e localizar imagens relacionadas a uma ocorrência.

O sistema foi desenvolvido por uma equipe de 70 engenheiros de uma empresa de tecnologia e já é utilizado em Goiás, São Paulo, Ceará e Paraná.

Inteligência artificial ajudou a esclarecer homicídio em Goiânia

Um dos casos solucionados com o auxílio da tecnologia aconteceu em julho de 2026, em Goiânia, capital de Goiás.

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Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que um homem usando capacete e camisa rosa entrou em um bar e matou um comerciante a tiros.

Durante a investigação, a polícia utilizou a inteligência artificial para procurar pessoas com as mesmas características do autor do crime.

Em poucos minutos, a plataforma analisou imagens de câmeras da região e encontrou quatro pessoas com características semelhantes às registradas no momento do homicídio.

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O sistema também identificou que uma delas havia passado três vezes em frente ao estabelecimento no dia do assassinato, o que chamou a atenção dos investigadores.

Com essas informações, os policiais localizaram o suspeito e emitiram um alerta para as equipes que estavam nas ruas. O homem foi preso e, segundo a reportagem, confessou o crime.

Como funciona a inteligência artificial usada pela polícia?

A ferramenta permite que os investigadores façam buscas por características visuais de pessoas e veículos nas imagens armazenadas pelo sistema.

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Segundo David Peixoto, fundador da empresa de tecnologia PAX, a plataforma foi desenvolvida para tornar o trabalho policial mais rápido.

“É uma ferramenta de eficiência para o policial. A maior parte dos crimes que a gente atua são crimes de roubo, furto e homicídio”, explicou.

David destaca que a tecnologia também simplifica a procura por imagens específicas durante as investigações.

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“A plataforma permite que, com uma busca muito simples, quase que em linguagem natural, o policial consiga vasculhar todas as imagens que foram registradas e encontrar aquela cena em específico”, afirmou.

Desde que começou a ser utilizada, em 2025, a tecnologia já auxiliou no esclarecimento de mais de 7 mil casos e em quase 5 mil prisões, conforme os dados apresentados na reportagem.

Paraná utiliza inteligência artificial no combate ao crime

No Paraná, a plataforma integra as ferramentas utilizadas pelas forças de segurança para apoiar investigações e agilizar a identificação de possíveis suspeitos.

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O sistema conta com mecanismos de segurança que restringem o acesso a policiais cadastrados.

O tenente-coronel Cléverson Machado, coordenador do programa Olho Vivo da Polícia Militar do Paraná (PMPR), ressalta que a tecnologia não substitui o trabalho dos investigadores.

Segundo ele, mesmo com o cruzamento de imagens e informações, os resultados apresentados pela inteligência artificial precisam ser conferidos e validados pelos profissionais responsáveis pela investigação.

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“É o nosso policial que tem a decisão”, afirmou.

A ferramenta, portanto, funciona como um assistente de investigação. Ela ajuda a localizar informações e identificar possíveis conexões entre imagens, mas cabe aos policiais analisar os dados, confirmar as suspeitas e decidir quais medidas serão adotadas.