Itamed apresenta projeto de maternidade de R$ 82 milhões em Foz do Iguaçu
Projeto prevê capacidade para 460 partos por mês e pode abrir espaço para futuro Hospital de Fronteira.

Projeto de nova maternidade do Hospital Itamed, em Foz do Iguaçu, prevê investimento de R$ 82 milhões e ampliação da capacidade para 460 partos mensais.
Foto: Divulgação
Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná, poderá ganhar uma nova maternidade com investimento estimado em R$ 82 milhões. O projeto foi apresentado nesta segunda-feira (19), durante visita do secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, ao Hospital Itamed.
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A proposta prevê a construção de uma unidade com aproximadamente 7 mil metros quadrados, destinada a ampliar o atendimento de gestantes, mães e bebês de Foz do Iguaçu e dos municípios da região.
A nova estrutura também poderá abrir caminho para a implantação de um futuro Hospital Modelo de Fronteira, com ampliação de leitos e utilização de tecnologias digitais, inteligência artificial e medicina de alta precisão.
O projeto foi apresentado pelo diretor-superintendente da Fundação de Saúde Itaiguapy, Gilmar de Oliveira.
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Nova maternidade poderá realizar 460 partos por mês
A necessidade de ampliar a estrutura está relacionada ao crescimento da demanda por atendimentos materno-infantis no Hospital Itamed.
Atualmente, a instituição realiza mais de 400 partos por mês, uma média de aproximadamente 14 nascimentos por dia. Desse total, 80% dos procedimentos são realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Segundo Gilmar de Oliveira, a maternidade atual opera acima de sua capacidade há alguns anos.
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A estrutura foi dimensionada para 280 partos mensais, mas já chegou a registrar 430 procedimentos em um único mês.
Com a construção da nova unidade, a capacidade prevista será de 460 partos por mês.
A ampliação também permitirá reorganizar os atendimentos especializados e melhorar as condições de assistência às gestantes e aos recém-nascidos.
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Como serão investidos os R$ 82 milhões?
O projeto apresentado ao Ministério da Saúde prevê a seguinte distribuição dos recursos:
- R$ 70 milhões: construção da nova maternidade;
- R$ 5 milhões: aquisição de equipamentos;
- R$ 7 milhões: mobiliário e estrutura de apoio.
Os valores deverão ser viabilizados por meio de convênios com o Ministério da Saúde e a Itaipu Binacional.
A proposta ainda depende da formalização dos recursos necessários para a execução.
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O que terá a nova Maternidade Itamed?
A futura unidade foi planejada para concentrar serviços de atendimento materno-infantil e oferecer uma estrutura mais adequada à demanda regional.
Entre os espaços previstos estão:
- Novo Centro de Atendimento à Gestante (CAGE);
- Pronto-Socorro Obstétrico;
- Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal;
- Unidade de Cuidados Intermediários (UCI) Neonatal;
- UTI Pediátrica;
- Salas de parto humanizado;
- Alojamento conjunto para mães e recém-nascidos.
O objetivo é ampliar a capacidade de atendimento especializado e reduzir a sobrecarga da estrutura atual.
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Hospital de Fronteira poderá ganhar mais 100 leitos
A construção da nova maternidade faz parte de um planejamento mais amplo de modernização do Complexo Hospitalar Itamed.
Com a transferência dos serviços materno-infantis para o novo prédio, os espaços atualmente utilizados poderão passar por reformas.
Segundo a direção do hospital, essa reorganização permitiria a criação de aproximadamente 100 novos leitos, que poderiam integrar o futuro Hospital Modelo de Fronteira.
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A proposta busca ampliar a assistência hospitalar em uma região que recebe pacientes de diferentes municípios e enfrenta desafios específicos por estar localizada na fronteira com o Paraguai e a Argentina.
No entanto, os critérios e as diretrizes para a implantação do Hospital Modelo de Fronteira ainda dependem de regulamentação do Ministério da Saúde.
Projeto prevê inteligência artificial e hospital inteligente
Outro ponto apresentado durante a visita foi a possibilidade de integrar o Hospital Itamed à Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes e Medicina de Alta Precisão.
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A iniciativa busca incorporar tecnologias digitais, ferramentas de análise de dados e inteligência artificial à assistência hospitalar.
Segundo Adriano Massuda, o Ministério da Saúde tem estudado experiências de hospitais inteligentes em países como China, Índia, Coreia do Sul e Estados Unidos.
O secretário-executivo destacou que a proposta é fortalecer o atendimento à população de Foz do Iguaçu e região, considerando as particularidades de uma cidade de fronteira.
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O diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Enio Verri, também participou da apresentação e destacou a importância da cooperação entre Brasil e Paraguai para ampliar os serviços de saúde na região.
A visita reuniu representantes do Ministério da Saúde, da Itaipu Binacional, da Fundação de Saúde Itaiguapy e de instituições ligadas à saúde e ao desenvolvimento regional.
