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Júri de ex-policial federal terá nova data após interrupção em Curitiba

Julgamento de Ronaldo Massuia Silva foi encerrado nesta quinta-feira (10) após episódio na carceragem do fórum

3 min

10/09/2026 18:43 • Atualizado há 2 horas

Júri de ex-policial federal terá nova data após interrupção em Curitiba

O julgamento do ex-policial federal Ronaldo Massuia Silva terá de ser realizado novamente em Curitiba. O júri foi interrompido nesta quinta-feira (10), depois de um episódio envolvendo o réu na carceragem do fórum, no Centro Cívico.

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Com a interrupção, a juíza responsável pelo caso decidiu pela dissolução do Conselho de Sentença. Na prática, os jurados que participavam do julgamento foram dispensados e uma nova sessão deverá ser marcada.

O júri havia começado na quarta-feira (9) e avançava para o segundo dia quando Massuia tentou tirar a própria vida dentro da carceragem.

Segundo a Polícia Militar do Paraná, a defesa técnica informou que o custodiado estaria atentando contra a própria vida. Policiais entraram na cela e interromperam a ação.

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Massuia recebeu atendimento de um bombeiro civil e depois foi avaliado por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Conforme a PM, ele não apresentava lesões e estava com os sinais vitais preservados.

Não houve necessidade de encaminhamento ao hospital. Após o atendimento, foi viabilizado o retorno do réu à unidade prisional de origem.

Novo julgamento será marcado

A dissolução do Conselho de Sentença impede a continuidade do julgamento com os mesmos jurados.

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Por isso, uma nova data terá de ser definida para que outro júri seja realizado.

Em nota, os advogados que atuam na assistência da acusação afirmaram que as provas produzidas durante a sessão foram preservadas e que um inquérito policial foi instaurado para investigar o ocorrido.

A assistência da acusação também informou que espera a marcação de um novo julgamento com a maior brevidade possível.

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Caso André Fritoli

Ronaldo Massuia Silva é julgado pela morte do fotógrafo André Muniz Fritoli e por tentativas de homicídio relacionadas a um ataque ocorrido em um posto de combustíveis de Curitiba, em 2022.

O julgamento iniciado nesta semana não chegou à fase final por causa da interrupção desta quinta-feira.

Até o momento, a nova data do júri não foi divulgada.

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NOTA À IMPRENSA

A defesa de Ronaldo Massuia Silva vem a público esclarecer o episódio ocorrido na tarde desta quinta-feira, durante o segundo dia de julgamento.

Por volta das 15h50, enquanto a sessão estava em andamento, o advogado Heitor Luiz Bender percebeu que Ronaldo Massuia Silva, recolhido em uma cela nas dependências do local do julgamento, estava atentando contra a própria vida, sem acompanhamento ou monitoramento estatal naquele momento.

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Diante da urgência, o advogado ingressou imediatamente no plenário, pedindo socorro aos policiais e alertando que Ronaldo estava tentando tirar a própria vida. Logo após, os policiais, acompanhados de outros agentes e do assistente técnico da defesa, dirigiram-se à cela e prestaram socorro a Ronaldo, interrompendo a situação de risco. Ronaldo recebeu atendimento médico e, após uma intercorrência clínica, foi devidamente assistido e, no presente momento, passa bem.

A defesa esclarece que se tratou de uma situação real e extremamente grave, em pleno Setembro Amarelo, percebida pelo advogado, cuja reação imediata foi pedir socorro e buscar preservar a vida de seu constituinte.

Nesse sentido, esta banca defensiva repudia veementemente qualquer insinuação de “encenação” ou “teatro de suicídio”, supostamente realizado com o objetivo de suspender a sessão de julgamento. Houve uma situação concreta de risco à vida, diante da qual a defesa agiu imediatamente para preservar uma vida.

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As circunstâncias relacionadas à custódia e à segurança de Ronaldo poderão ser devidamente apuradas pelas autoridades competentes. O que não se admite é que um episódio dessa gravidade seja transformado em especulação ou utilizado para atacar os profissionais que atuaram para impedir uma tragédia.

A defesa permanece serena e reafirma sua confiança na Justiça, seguindo no exercício de sua função com responsabilidade, firmeza e respeito ao devido processo legal.

Curitiba, 10 de setembro de 2026.

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