Eleições 2026Contagem regressiva para o 2º turno
0dias
:
01horas
:
32min
:
36seg
Paraná
Paraná

Júri de ex-policial por morte de ex-companheira entra no 2º dia

Entrou no segundo dia nesta quarta-feira o júri popular de Jaminus de Aquino, advogado e ex-policial civil acusado de matar a ex-companheira Suellen

2 min

14/10/2026 13:36 • Atualizado há 10 dias

Entrou no segundo dia nesta quarta-feira o júri popular de Jaminus de Aquino, advogado e ex-policial civil acusado de matar a ex-companheira Suellen Rodrigues, de 29 anos, na frente dos dois filhos, em Curitiba, em 31 de outubro de 2022.

Continua depois da publicidade

O julgamento ocorre no Tribunal do Júri da capital paranaense, a portas fechadas, sem acesso para público, imprensa ou familiares da vítima, porque o processo tramita sob sigilo determinado a pedido da defesa.

Do lado de fora, familiares de Suellen se manifestam em frente ao local do julgamento e acompanham o andamento do caso em busca de responsabilização.

"A nossa esperança é que finalmente haja justiça e que a história da minha irmã sirva de exemplo, para que nenhuma outra mulher vire a Suellen", afirmou Lucielly Rodrigues, irmã da vítima.

Crime registrado por câmera em frente à escola

O homicídio ocorreu em 31 de outubro de 2022 e foi registrado por uma câmera de segurança instalada em frente a uma escola.

Continua depois da publicidade

As imagens mostram Jaminus abordando Suellen, conversando brevemente com ela e, em seguida, disparando diversas vezes contra a ex-companheira, na frente dos dois filhos.

Naquele dia, a jovem levava as crianças para o primeiro dia de aula após se mudar de Prudentópolis, no interior do Paraná, para Curitiba, numa tentativa de fugir das ameaças e da violência atribuídas ao ex-parceiro.

Jaminus foi preso alguns dias depois do crime e permanece detido desde então.

Continua depois da publicidade

Acusação fala em feminicídio; defesa cita "violenta emoção"

O advogado e ex-policial civil responde no júri por feminicídio, além das qualificadoras de motivo torpe e de recurso que dificultou a defesa de Suellen.

Em caso de condenação, a pena pode chegar a 30 anos de prisão.

Depois de ser remarcado por mais de uma vez, o julgamento entrou no segundo dia nesta quarta-feira, e a expectativa das partes é que o resultado seja conhecido ainda hoje.

Continua depois da publicidade

Segundo o advogado de defesa, Elson Marcelino, a estratégia é afastar as qualificadoras atribuídas a Jaminus.

"Nossa expectativa é que os jurados reconheçam que não houve motivo torpe nem recurso que tenha dificultado a defesa e que o episódio ocorreu em situação de violenta emoção", declarou Marcelino.

Já o advogado que representa a família de Suellen, Jackson Bahls, afirma que os parentes esperam uma decisão severa.

"A família aguarda uma condenação exemplar, que faça justiça pela Suellen e envie uma mensagem clara à sociedade de que casos como esse não serão tolerados", disse Bahls.

Júri de ex-policial por morte de ex-companheira entra no 2º dia | Portal Band