Mãe confessa morte dos filhos no Paraná; veja o que se sabe
Crianças foram encontradas dentro de carro na PR-436. Mulher foi presa e polícia investiga disputa pela guarda.
A morte de duas crianças encontradas dentro de um carro na PR-436, entre Bandeirantes e Itambaracá, no Norte Pioneiro do Paraná, é investigada pela Polícia Civil. A mãe das vítimas, Franciele Gawleta, foi presa na quarta-feira (4), após confessar informalmente aos policiais que matou os próprios filhos por asfixia.
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As vítimas são João Miguel Andrade, de 5 anos, e Heloíse Emanuelly Andrade, de aproximadamente 1 ano.
Segundo o relato da mulher à Polícia Militar, as mortes aconteceram na residência onde ela morava com as crianças, em Arapongas, no Norte do estado. Depois, Franciele teria colocado os corpos em um Hyundai HB20 vermelho e dirigido por mais de 180 quilômetros até a região de Itambaracá.
O veículo foi encontrado na manhã de quarta-feira, próximo à ponte sobre o Rio das Cinzas. Os dois irmãos já estavam mortos.
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A Polícia Civil investiga a motivação e aguarda os resultados dos exames periciais.
O que se sabe sobre o caso?
- Quem são as vítimas? João Miguel Andrade, de 5 anos, e a irmã Heloíse Emanuelly Andrade, de aproximadamente 1 ano.
- Onde as crianças foram encontradas? Dentro de um Hyundai HB20 vermelho, na PR-436, perto da ponte sobre o Rio das Cinzas, entre Bandeirantes e Itambaracá.
- Quando aconteceu? Os corpos foram localizados na manhã de quarta-feira, 4 de novembro. A Polícia Militar foi acionada por volta das 10h.
- Onde o crime teria ocorrido? Segundo a confissão informal da mãe, as crianças foram mortas em Arapongas. Ela teria percorrido mais de 180 quilômetros com os corpos até Itambaracá.
- Como as crianças morreram? Franciele afirmou aos policiais que matou os filhos por asfixia. A causa oficial das mortes ainda depende dos exames da Polícia Científica.
- Quem foi preso? A mãe, Franciele Gawleta, localizada pela Polícia Militar no fim da tarde de quarta-feira, em uma área rural de Itambaracá.
- Qual seria a motivação? A polícia investiga uma disputa judicial pela guarda das crianças entre a mãe e o pai. Ainda não há confirmação de que esse conflito tenha motivado os homicídios.
- Qual é a situação da suspeita? Franciele foi presa em flagrante. A Polícia Civil solicitou à Justiça a conversão da prisão em preventiva.
Como as crianças foram encontradas?
A ocorrência começou na manhã de quarta-feira, quando o carro com os corpos das duas crianças foi localizado próximo à ponte do Rio das Cinzas.
O Corpo de Bombeiros confirmou as mortes, e a Polícia Militar isolou a área para o trabalho da perícia.
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A mãe não estava no veículo.
Segundo a investigação, antes de desaparecer, Franciele enviou mensagens de áudio a familiares informando onde havia deixado o carro e pedindo que alguém fosse até o local.
Nas mensagens, ela também teria manifestado a intenção de tirar a própria vida, o que mobilizou buscas na região do rio.
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Como a mãe foi localizada e presa?
No fim da tarde de quarta-feira, moradores informaram à Polícia Militar que uma mulher havia sido vista perto de um pesque-pague, na zona rural de Itambaracá.
As equipes foram até o local e encontraram Franciele. Segundo o registro policial, ela tentou fugir ao perceber a aproximação dos agentes, mas foi contida.
Durante a abordagem, a mulher admitiu informalmente ter matado os filhos.
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Ela relatou que as mortes aconteceram em Arapongas e que depois transportou os corpos até Itambaracá, onde vivem familiares.
A suspeita foi encaminhada à Polícia Civil e autuada em flagrante.
Disputa pela guarda pode ter relação com o crime?
Uma das principais questões investigadas é o possível envolvimento de um conflito familiar na motivação das mortes.
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De acordo com o delegado Denner Roque, responsável pelo caso, Franciele e o pai das crianças enfrentavam uma disputa judicial pela guarda dos filhos.
O pai mora em Itambaracá, enquanto a mulher residia em Arapongas com as crianças.
Durante a abordagem policial, Franciele fez declarações relacionadas ao relacionamento com o ex-companheiro. Essas afirmações ainda serão analisadas pelos investigadores.
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Até o momento, a Polícia Civil não confirmou que a disputa pela guarda tenha motivado o crime.
Mãe havia procurado o Conselho Tutelar antes das mortes
Outro detalhe revelado durante a investigação é que Franciele procurou o Conselho Tutelar de Arapongas cerca de 15 a 20 dias antes das mortes.
Segundo o presidente do órgão, Edmilson Vasconcelos, a mulher buscava orientações para conseguir uma vaga em um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) para a filha mais nova.
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Na ocasião, ela foi orientada a realizar o cadastro necessário junto à Secretaria Municipal de Educação.
O Conselho Tutelar informou que não houve, naquele atendimento, outras solicitações relacionadas à situação familiar das crianças.
Crianças foram sepultadas em Itambaracá
Os corpos de João Miguel e Heloíse foram sepultados nesta quinta-feira (5), em Itambaracá, no Norte Pioneiro.
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A Polícia Civil continua reunindo depoimentos, mensagens e outros elementos que possam esclarecer a sequência dos acontecimentos.
Os laudos da Polícia Científica serão fundamentais para confirmar as causas das mortes e confrontar as informações apresentadas pela suspeita.
Até a última atualização das reportagens consultadas, a mulher não tinha defesa constituída no processo.
