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Megaoperação prende 106 pessoas no Paraná e em outros dois estados

Mais de 500 policiais atuam em três estados contra grupo investigado por tráfico, lavagem e crimes violentos.

4 min

14/10/2026 09:34 • Atualizado há 10 dias

Uma megaoperação da Polícia Civil do Paraná (PCPR) e do Ministério Público do Paraná (MPPR) terminou com 106 pessoas presas na manhã desta quarta-feira (14). A ação aconteceu em cidades do Paraná, Santa Catarina e São Paulo e teve como alvo uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e crimes violentos.

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Mais de 500 policiais participaram da operação, que resultou no cumprimento de 92 mandados de prisão e 120 mandados de busca e apreensão. Outras 14 pessoas foram presas em flagrante durante as diligências.

Entre os presos está uma advogada de Realeza, no Sudoeste do Paraná, identificada durante as investigações por manter vínculos com a organização criminosa.

Facção era comandada de dentro de presídio no Paraná

A investigação começou em Clevelândia, no Sudoeste do Estado, após crimes violentos atribuídos ao grupo, incluindo casos de tortura e cárcere privado contra pessoas acusadas de traição à organização.

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Segundo a Polícia Civil, integrantes também ameaçavam e intimidavam pessoas que tinham dívidas relacionadas ao tráfico de drogas.

Ao investigar a origem das ordens para os crimes, os policiais chegaram a celulares clandestinos apreendidos em uma penitenciária do Sudoeste paranaense.

"Com os dados obtidos foi possível revelar uma organização criminosa estruturada e sem fronteiras, pois o comando partia de dentro do sistema prisional e as ordens chegavam às ruas de dezenas de cidades do Paraná, de Santa Catarina e de São Paulo", explicou a delegada Alini Simadon.

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Dentro dos presídios, a organização mantinha uma estrutura de poder paralela, com integrantes responsáveis por fiscalizar regras internas, julgar presos considerados infratores e aplicar castigos físicos.

Outros membros escondiam, recarregavam e distribuíam celulares e roteadores entre as celas para manter a comunicação com criminosos em liberdade.

Tráfico de drogas tinha preços tabelados e controle à distância

As investigações apontaram que a organização transportava drogas entre municípios, mantinha depósitos para armazenar entorpecentes e controlava pontos de venda à distância.

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As lideranças negociavam grandes quantidades de cocaína, crack e maconha, que eram distribuídas para revenda em diferentes regiões, com preços tabelados.

A facção também contava com uma rede de apoio fora dos presídios, formada por familiares e colaboradores que, segundo a investigação, introduziam drogas escondidas no corpo durante as visitas aos detentos.

Dinheiro do tráfico era movimentado por PIX e empresa de fachada

A Polícia Civil identificou um esquema de movimentação financeira para dificultar o rastreamento dos valores obtidos com o tráfico de drogas.

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Familiares de presos movimentavam o dinheiro por meio de contas bancárias de terceiros, transferências via PIX e saques realizados rapidamente.

"Eram realizadas transferências via PIX para contas abertas em nome de terceiros sem ligação com os detentos. Os depósitos eram fracionados e os saques, rápidos, para dificultar o rastreamento", afirmou a delegada Alini Simadon.

Os investigadores também identificaram uma empresa de fachada do setor de transportes utilizada para receber pagamentos relacionados a cargas de drogas.

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A movimentação financeira era registrada em planilhas de controle da organização.

A Justiça autorizou a quebra do sigilo bancário das contas utilizadas pelo grupo e o acesso aos dados dos aparelhos eletrônicos apreendidos.

Polícia encontra estufa com 38 pés de maconha em Curitiba

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam celulares, documentos, três armas de fogo, munições, um quilo de maconha e mais de 300 gramas de cocaína.

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Em Curitiba, uma estufa utilizada para o cultivo de maconha foi encontrada com 38 pés da planta.

As apreensões também resultaram em 14 prisões em flagrante, elevando para 106 o total de presos na operação.

Veja as cidades onde a megaoperação aconteceu

No Paraná, os mandados foram cumpridos em 20 municípios:

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  • Clevelândia, Pato Branco, Francisco Beltrão e Palmas;
  • Coronel Vivida, Realeza, Santa Izabel do Oeste e Dois Vizinhos;
  • Cascavel, Curitiba, Piraquara e Guarapuava;
  • Laranjeiras do Sul, Capanema, Salto do Lontra e Santo Antônio do Sudoeste;
  • Itaipulândia, Santa Helena, Barracão e Cruzeiro do Oeste.

Em Santa Catarina, a operação aconteceu em Abelardo Luz. Já em São Paulo, as diligências foram realizadas em São Carlos e Cotia.

A ação contou com apoio da Polícia Militar do Paraná, Polícia Penal do Paraná, Polícia Civil de Santa Catarina e Polícia Militar de São Paulo, além da utilização de cães de faro durante as buscas.

Megaoperação contra facção cumpre 215 mandados em Curitiba e 22 cidades | Portal Band