MP denuncia 15 por golpe do falso advogado de quase R$ 2 mi em Curitiba
O Ministério Público do Paraná (MPPR) denunciou 15 pessoas suspeitas de participar de um esquema conhecido como golpe do falso advogado, que causou um

Ministério Público do Paraná denunciou 15 pessoas por envolvimento em golpe do falso advogado que causou prejuízo de quase R$ 2 milhões a uma idosa em Curitiba
Foto: Arquivo MP
O Ministério Público do Paraná (MPPR) denunciou 15 pessoas suspeitas de participar de um esquema conhecido como golpe do falso advogado, que causou um prejuízo de R$ 1.971.826 a uma viúva de 80 anos, em Curitiba. A denúncia foi divulgada nesta segunda-feira (19).
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Segundo o MPPR, os investigados teriam enganado a idosa ao se passarem por advogados e representantes dos setores jurídicos do Banco Central do Brasil e da Caixa Econômica Federal.
Os suspeitos afirmavam que a vítima tinha direito a receber R$ 7 milhões de um suposto crédito judicial relacionado ao marido falecido. Para liberar o dinheiro, porém, ela precisaria pagar antecipadamente falsas custas processuais.
A fraude foi praticada por meio de mensagens no WhatsApp e chamadas de vídeo. Convencida de que receberia o valor milionário, a idosa realizou diversas transferências bancárias, acumulando o prejuízo de quase R$ 2 milhões.
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Como funcionava o golpe do falso advogado?
De acordo com a denúncia da 4ª Promotoria de Justiça de Prevenção e Persecução Criminal de Curitiba, os 15 acusados teriam participado do esquema disponibilizando contas bancárias pessoais para receber o dinheiro transferido pela vítima.
Os valores eram rapidamente distribuídos entre diversas contas e instituições financeiras, numa tentativa de dificultar o rastreamento dos recursos.
As investigações apontam que a movimentação do dinheiro fazia parte da estrutura utilizada pelo grupo para executar a fraude eletrônica.
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Ministério Público pede prisão preventiva dos 15 denunciados
Além da denúncia criminal, o Ministério Público solicitou à Justiça a conversão das prisões temporárias dos 15 acusados em prisões preventivas.
O pedido considera a gravidade dos fatos, a suspeita de lavagem de dinheiro e a atuação do grupo em diferentes estados.
A Promotoria também pediu a manutenção das medidas de bloqueio patrimonial já autorizadas pela Justiça, com o objetivo de garantir recursos para uma possível reparação dos prejuízos sofridos pela idosa.
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Outra medida solicitada foi a abertura de um novo inquérito policial na Delegacia de Estelionato para identificar os responsáveis por planejar o golpe e manter contato direto com a vítima.
Golpe do falso advogado preocupa autoridades no Paraná
O crescimento dessa modalidade de fraude tem preocupado as autoridades paranaenses.
Recentemente, representantes do Ministério Público se reuniram com a Ordem dos Advogados do Brasil, Seção Paraná (OAB-PR), para discutir o aumento dos casos.
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Segundo o MPPR, os golpistas utilizam informações verdadeiras de processos judiciais, além de nomes de advogados e magistrados, para dar aparência de legalidade às abordagens.
Com esses dados, os criminosos conseguem criar histórias convincentes e exigir pagamentos antecipados para a suposta liberação de valores judiciais.
