MP denuncia 18 por esquema de tráfico com cartão fidelidade em Araucária
O Ministério Público do Paraná (MPPR) denunciou 18 pessoas suspeitas de participar de um esquema de tráfico de drogas em Araucária, na Região Metropolitana de

O Ministério Público do Paraná (MPPR) denunciou 18 pessoas suspeitas de participar de um esquema de tráfico de drogas em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba.
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Segundo o MPPR, o grupo vendia entorpecentes por aplicativo de mensagens, fazia entregas em domicílio e chegou a criar um sistema de cartão fidelidade para os clientes.
A organização usava os nomes Bob TV e Pão de Queijo do Tio Bob para atuar na venda das drogas.
A denúncia envolve suspeitas de tráfico de drogas, associação para o tráfico, lavagem de dinheiro e corrupção.
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Cartão fidelidade para compradores de drogas
De acordo com a investigação, o grupo distribuía cartões físicos que recebiam carimbos conforme as compras feitas pelos usuários.
A estrutura funcionava como um serviço de entrega, com pedidos realizados por aplicativo de mensagens e distribuição dos entorpecentes diretamente aos clientes.
A operação foi deflagrada em 19 de agosto deste ano.
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Na ocasião, foram apreendidos mais de 73 quilos de maconha, além de comprimidos de ecstasy, cocaína e haxixe.
Policial militar é acusado de ajudar o grupo
Entre os 18 denunciados está um policial militar.
Segundo o Ministério Público, ele recebia dinheiro dos líderes do esquema em troca de informações privilegiadas sobre investigações.
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O MPPR afirma ainda que o policial fazia consultas sem justificativa em sistemas restritos de segurança e ajudava na definição das rotas utilizadas para a distribuição das drogas.
A investigação apontou uma movimentação superior a R$ 2 milhões nas contas do policial, valor que, segundo o Ministério Público, seria incompatível com a renda dele como servidor público.
Ainda conforme a denúncia, parte do dinheiro teria sido utilizada para comprar à vista um imóvel no bairro Capela Velha, em Araucária.
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O MPPR pediu à Justiça o afastamento do policial das funções e também a perda do cargo em caso de condenação.
Dinheiro passava por empresas e contas de terceiros
Segundo a investigação, o grupo também usava contas bancárias de outras pessoas e empresas para esconder a origem do dinheiro obtido com o tráfico.
A suspeita é de que recursos do crime fossem misturados com dinheiro de atividades legais para dificultar a identificação da origem dos valores.
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O Ministério Público pediu a suspensão das atividades de uma das empresas apontadas como parte desse esquema.
MP pede manutenção das prisões
Além das condenações, o MPPR pediu que os investigados que já estão presos continuem detidos preventivamente.
A Promotoria também quer que a Justiça determine o pagamento de uma indenização por danos morais coletivos causados pela atuação do grupo em Araucária.
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A denúncia agora será analisada pela Justiça.
