MPPR lança campanha contra violência sexual de mulheres no Paraná
Iniciativa alerta para situações em que mulheres estão sem condições de consentir com uma relação sexual
O Ministério Público do Paraná (MPPR) lançou uma campanha de combate à violência sexual contra mulheres no Estado. A iniciativa busca conscientizar a população sobre situações em que a vítima esteja com a capacidade de compreensão e decisão comprometida, sem condições de consentir com uma relação sexual.
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O alerta chama atenção para situações em que mulheres não conseguem manifestar sua vontade ou oferecer resistência. Nessas circunstâncias, a prática de atos sexuais pode configurar estupro de vulnerável, crime previsto no Código Penal brasileiro.
A promotora de Justiça Tarcila Santos Teixeira explica que a legislação não protege apenas crianças e adolescentes menores de 14 anos, mas também pessoas que, por diferentes motivos, não tenham condições de consentir validamente ou oferecer resistência.
"Mas não é só criança e adolescente até 14 anos que é vulnerável. A pessoa que tem algum tipo de deficiência e que, portanto, não tem condições de consentir validamente ou aquela pessoa que está, por qualquer razão, com a sua capacidade de resistência deprimida, ela está em condição de vulnerabilidade", explica.
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Brasil registra mais de 10 mil ocorrências de estupro em seis meses
Dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública apontam que o Brasil registrou mais de 10.200 ocorrências de estupro no primeiro semestre de 2026, uma média de aproximadamente 57 vítimas por dia.
O número representa um crescimento em comparação com o mesmo período de 2025.
Os dados abrangem ocorrências de estupro e não se referem exclusivamente aos casos de estupro de vulnerável.
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Segundo a promotora, em casos de violência sexual envolvendo mulheres com a consciência prejudicada, é comum que o agressor seja uma pessoa próxima da vítima.
Por isso, a campanha também busca conscientizar quem presencia situações em que uma mulher esteja vulnerável e possa ser alvo de violência sexual.
Ministério Público orienta população a intervir em situações de risco
A promotora destaca que amigos, conhecidos e outras pessoas podem ajudar a evitar crimes ao perceberem que uma mulher está sem condições de se defender.
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"Se você está interagindo com algum grupo que tem alguma mulher que não está demonstrando condições de se defender, de se posicionar, a defenda, se posicione por ela, busque auxílio, tire ela de situações de risco", orienta Tarcila.
Ela também alerta para situações em que mulheres vulneráveis são deixadas sozinhas, inclusive durante o deslocamento para casa.
"Proteja. Não mande sozinha, por exemplo, num transporte de aplicativo para casa, porque nós temos várias vítimas que foram submetidas a violação de ordem sexual nesse contexto do transporte", afirma.
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A orientação é que pessoas próximas busquem auxílio e impeçam, de maneira segura, que alguém se aproveite da condição de vulnerabilidade da vítima.
"Se você tem uma conhecida e você vê uma situação ali onde ela está em situação de vulnerabilidade, portanto não está conseguindo se defender e alguém está investindo, alguém está demonstrando uma intenção de disso tirar proveito, se manifeste, se coloque e a defenda", reforça.
Com a campanha, o Ministério Público do Paraná busca ampliar a conscientização sobre a violência sexual e incentivar a população a reconhecer e agir diante de situações de risco, protegendo a dignidade e os direitos das mulheres.
