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Operação Grão de Ouro apura fraude de R$ 6,2 milhões em Maringá; entenda

Pesagem de caminhões com farelo de milho teria sido fraudada; Justiça determinou bloqueio de R$ 4,8 milhões.

3 min

20/10/2026 09:28 • Atualizado há 4 dias

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou, na manhã desta terça-feira (20), a Operação Grão de Ouro, para desarticular uma organização criminosa suspeita de causar um prejuízo superior a R$ 6,2 milhões a uma empresa com sede em Maringá, no Noroeste do Paraná.

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Segundo as investigações, o grupo teria montado um esquema de furto de farelo de milho que funcionou durante anos, com a participação de funcionários da empresa vítima e integrantes de outras empresas.

A operação é coordenada pelo Núcleo de Apoio Operacional e Inteligência (NAOPI) da 9ª Subdivisão Policial de Maringá e cumpre mandados em cinco municípios:

  • Maringá;
  • Alto Paraná;
  • Nova Esperança;
  • Paiçandu;
  • São Pedro do Paraná.

Ao todo, 14 pessoas físicas e jurídicas são alvos da investigação.

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Como funcionava o esquema de furto de farelo de milho?

De acordo com o delegado Rafael Moraes Tavares, os investigados teriam criado um esquema para retirar grandes quantidades de farelo de milho da empresa sem que a movimentação fosse registrada corretamente.

A fraude começava com a entrada de caminhões com carrocerias vazias, pertencentes a uma das empresas investigadas.

Os veículos eram carregados com farelo de milho dentro da empresa vítima. Durante o procedimento, funcionários envolvidos no esquema teriam manipulado o sistema de pesagem dos caminhões.

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A irregularidade permitia a retirada do produto e teria provocado um prejuízo estimado pela Polícia Civil em R$ 6.209.484,23.

Segundo o delegado, o grupo possuía uma estrutura organizada, com divisão de tarefas e movimentações financeiras milionárias.

Justiça determina bloqueio de R$ 4,8 milhões

Como parte da operação, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 4,8 milhões nas contas bancárias dos investigados.

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Também foram autorizadas as seguintes medidas:

  • Quatro mandados de busca e apreensão em residências;
  • Dez ordens de busca para apreensão de carros, caminhões e reboques;
  • Bloqueio de valores para garantir uma possível reparação financeira à empresa vítima.

A Polícia Civil também solicitou prisões preventivas de investigados, mas os pedidos foram indeferidos pela Justiça nesta fase da operação.

As medidas de bloqueio patrimonial buscam preservar recursos e bens que possam ser utilizados para ressarcir os prejuízos.

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Investigação começou após prisões em flagrante em 2025

O esquema começou a ser desvendado em 25 de novembro de 2025, quando integrantes do grupo foram presos em flagrante por furto qualificado.

A partir dessas prisões, a Polícia Civil aprofundou as investigações e identificou uma possível organização criminosa com atuação dividida entre diferentes núcleos.

Segundo a PCPR, a apuração revelou movimentações financeiras milionárias e mecanismos utilizados para dificultar o rastreamento do dinheiro.

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Grupo teria usado laranjas para esconder patrimônio

Além do furto de farelo de milho, os investigados são suspeitos de lavagem de dinheiro e ocultação de bens.

Conforme a Polícia Civil, o grupo utilizava transferências entre diversas contas, circulação de valores e contas bancárias intermediárias para dificultar a identificação da origem dos recursos.

Após as primeiras prisões, em novembro de 2025, os investigados teriam iniciado uma estratégia para proteger o patrimônio de possíveis bloqueios judiciais.

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Entre as manobras identificadas estão transações simuladas envolvendo imóveis rurais e transferências de veículos para nomes de terceiros, conhecidos como laranjas.

O nome Operação Grão de Ouro faz referência à transformação do farelo de milho furtado em patrimônio milionário dos investigados.

As investigações continuam para esclarecer a participação dos envolvidos e identificar a destinação dos valores obtidos com o esquema.