Operação Grão de Ouro apura fraude de R$ 6,2 milhões em Maringá; entenda
Pesagem de caminhões com farelo de milho teria sido fraudada; Justiça determinou bloqueio de R$ 4,8 milhões.
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou, na manhã desta terça-feira (20), a Operação Grão de Ouro, para desarticular uma organização criminosa suspeita de causar um prejuízo superior a R$ 6,2 milhões a uma empresa com sede em Maringá, no Noroeste do Paraná.
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Segundo as investigações, o grupo teria montado um esquema de furto de farelo de milho que funcionou durante anos, com a participação de funcionários da empresa vítima e integrantes de outras empresas.
A operação é coordenada pelo Núcleo de Apoio Operacional e Inteligência (NAOPI) da 9ª Subdivisão Policial de Maringá e cumpre mandados em cinco municípios:
- Maringá;
- Alto Paraná;
- Nova Esperança;
- Paiçandu;
- São Pedro do Paraná.
Ao todo, 14 pessoas físicas e jurídicas são alvos da investigação.
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Como funcionava o esquema de furto de farelo de milho?
De acordo com o delegado Rafael Moraes Tavares, os investigados teriam criado um esquema para retirar grandes quantidades de farelo de milho da empresa sem que a movimentação fosse registrada corretamente.
A fraude começava com a entrada de caminhões com carrocerias vazias, pertencentes a uma das empresas investigadas.
Os veículos eram carregados com farelo de milho dentro da empresa vítima. Durante o procedimento, funcionários envolvidos no esquema teriam manipulado o sistema de pesagem dos caminhões.
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A irregularidade permitia a retirada do produto e teria provocado um prejuízo estimado pela Polícia Civil em R$ 6.209.484,23.
Segundo o delegado, o grupo possuía uma estrutura organizada, com divisão de tarefas e movimentações financeiras milionárias.
Justiça determina bloqueio de R$ 4,8 milhões
Como parte da operação, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 4,8 milhões nas contas bancárias dos investigados.
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Também foram autorizadas as seguintes medidas:
- Quatro mandados de busca e apreensão em residências;
- Dez ordens de busca para apreensão de carros, caminhões e reboques;
- Bloqueio de valores para garantir uma possível reparação financeira à empresa vítima.
A Polícia Civil também solicitou prisões preventivas de investigados, mas os pedidos foram indeferidos pela Justiça nesta fase da operação.
As medidas de bloqueio patrimonial buscam preservar recursos e bens que possam ser utilizados para ressarcir os prejuízos.
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Investigação começou após prisões em flagrante em 2025
O esquema começou a ser desvendado em 25 de novembro de 2025, quando integrantes do grupo foram presos em flagrante por furto qualificado.
A partir dessas prisões, a Polícia Civil aprofundou as investigações e identificou uma possível organização criminosa com atuação dividida entre diferentes núcleos.
Segundo a PCPR, a apuração revelou movimentações financeiras milionárias e mecanismos utilizados para dificultar o rastreamento do dinheiro.
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Grupo teria usado laranjas para esconder patrimônio
Além do furto de farelo de milho, os investigados são suspeitos de lavagem de dinheiro e ocultação de bens.
Conforme a Polícia Civil, o grupo utilizava transferências entre diversas contas, circulação de valores e contas bancárias intermediárias para dificultar a identificação da origem dos recursos.
Após as primeiras prisões, em novembro de 2025, os investigados teriam iniciado uma estratégia para proteger o patrimônio de possíveis bloqueios judiciais.
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Entre as manobras identificadas estão transações simuladas envolvendo imóveis rurais e transferências de veículos para nomes de terceiros, conhecidos como laranjas.
O nome Operação Grão de Ouro faz referência à transformação do farelo de milho furtado em patrimônio milionário dos investigados.
As investigações continuam para esclarecer a participação dos envolvidos e identificar a destinação dos valores obtidos com o esquema.
