Paraná cria 8 mil vagas formais e serviços puxam alta
Setor de serviços responde por mais de 5 mil postos; interior, com Foz do Iguaçu e Cambará, lidera expansão no mês
O Paraná registrou saldo positivo de 8 mil vagas formais de emprego em agosto, com o setor de serviços respondendo por mais da metade dos novos postos criados no Estado, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) analisados pela Fecomércio-PR.
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Serviços lideram criação de vagas em agosto
Em todo o Estado, empresas contrataram 173 mil trabalhadores e desligaram 165 mil ao longo do mês, o que representa aumento de 24% no saldo de vagas em relação a agosto de 2025.
Sozinho, o setor de serviços abriu mais de 5 mil vagas com carteira assinada em agosto. O comércio aparece na sequência, com cerca de 1,8 mil novos postos, e a construção civil, com aproximadamente mil vagas.
Para o economista Lucas Dezordi, da Fecomércio-PR, o resultado da construção civil chamou atenção ao registrar saldo positivo de cerca de mil vagas, acima do esperado para o período.
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Interior se destaca na geração de emprego
Os dados regionais mostram que a criação de empregos foi mais intensa fora da capital, com diversas cidades do interior ampliando seus quadros de funcionários.
Foz do Iguaçu liderou o ranking no mês, com 1.028 novos postos de trabalho formais. Curitiba aparece na sequência, seguida por Toledo.
Entre os municípios, Cambará se destacou pela forte expansão. O saldo passou de 10 vagas em agosto do ano passado para 234 neste ano, o que representa crescimento de 2.240% no número de empregos criados.
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Na avaliação de Dezordi, o desempenho do interior resulta de fatores como o aquecimento do turismo em cidades como Foz do Iguaçu e a força do agronegócio em diversas regiões do Estado.
Desaceleração deve continuar, avaliam especialistas
Apesar dos números positivos, especialistas consultados pela Fecomércio-PR observam que o mercado de trabalho paranaense apresenta sinais de desaceleração na geração de vagas.
Eles ressaltam que a tendência é de manutenção desse ritmo mais moderado nos próximos meses, com o saldo de empregos permanecendo positivo, porém em patamar menor do que o observado recentemente.
