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Paraná faz apelo por doadores de sangue dos tipos O+ e O-

No Dia Mundial do Doador, Estado registra alta nas coletas, mas estoques seguem críticos para atender rede de urgência

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14/06/2026 10:35 • Atualizado há 140 dias

Paraná faz apelo por doadores de sangue dos tipos O+ e O-

Em alusão ao Dia Mundial do Doador de Sangue, celebrado neste domingo (14), o Governo do Paraná, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), faz um chamamento especial à população para reforçar os estoques de sangue em todo o Estado, com atenção redobrada aos tipos O positivo (O+) e O negativo (O-), que registraram queda recente nos bancos de sangue.

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Integrada às ações do Junho Vermelho, a mobilização busca manter a regularidade das doações, condição considerada essencial para a sustentabilidade da hemorrede que abastece hospitais de todas as regiões. Segundo a Sesa, a reposição constante garante o atendimento de cirurgias, urgências, emergências e tratamentos crônicos que dependem de transfusões.

Exemplo de doador frequente, o advogado César Yukio Yokoyama, de 57 anos, incluiu o gesto em sua rotina há cerca de uma década e calcula ter realizado aproximadamente 45 doações no Hemepar, muitas delas focadas em plaquetas, hemocomponente com validade de apenas cinco dias.

"A minha principal motivação é saber que o que corre nas minhas veias pode ser o combustível para a sobrevivência de outra pessoa. Descobri que meu tipo sanguíneo, AB+, atende principalmente recém-nascidos e pacientes imunosuprimidos. Saber que meu sangue vai para os seres mais frágeis do hospital deu um sentido totalmente novo. Não é só um ato mecânico", relatou o advogado.

Transfusão garante futuro de pacientes crônicos

Na outra ponta da cadeia, o sangue doado significa chance de futuro para pacientes que dependem de transfusões periódicas. A administradora de empresas Leisse Vieira, de 43 anos, tem Talassemia Major, doença genética rara em que a medula produz glóbulos vermelhos com defeito, o que a obriga a receber sangue a cada três ou quatro semanas.

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"O doador me sustenta, me dá a oportunidade de viver mais e melhor, transforma uma vida que poderia ser curta e triste em uma história de vida. No meu caso, o sangue precisa ser fenotipado, mas qualquer doação é bem-vinda para salvar vidas. Doe sangue. Não vai te fazer falta e gera felicidade para quem doa e para quem recebe", testemunhou Leisse.

Ela frequenta o Hemepar há 39 anos e destaca o acolhimento recebido. Segundo Leisse, cada profissional da unidade tem um papel valioso no processo que permite a continuidade de seu tratamento.

Doações crescem, mas tipos O seguem em alerta

O engajamento dos paranaenses se reflete em crescimento contínuo das doações. Em 2023, o Estado registrou 187.128 bolsas coletadas. O número subiu para 203.925 em 2024 e chegou a 214.377 em 2025, aumento próximo de 15% no período. Em 2026, já são mais de 86 mil bolsas coletadas, volume 3% superior ao do mesmo intervalo do ano passado.

Mesmo com o avanço, o apelo pelos tipos O+ e O- permanece devido à alta demanda dessas tipagens na rede de urgência e emergência. Segundo o secretário estadual da Saúde, César Neves, o esforço da população precisa ser constante para garantir estabilidade no abastecimento.

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"O crescimento nas doações demonstra o espírito solidário do povo paranaense, mas a nossa hemorrede é viva e a demanda dos hospitais não para. O Dia Mundial do Doador é o momento de agradecer a quem já tem esse hábito e de fazer um apelo crítico para os voluntários dos tipos O+ e O-. Manter esses estoques abastecidos é uma responsabilidade coletiva para que nenhuma cirurgia ou atendimento de urgência seja interrompido", afirmou.

Ações no Junho Vermelho e rede integrada

Para atrair novos voluntários ao longo de junho, hemocentros e Unidades de Coleta e Transfusão (UCT) em todo o Paraná organizam ações especiais, como agendamento intensificado de grupos com transporte gratuito, coletas externas, blitz educativas em semáforos, panfletagem e palestras em colégios, universidades e empresas.

Essa estrutura sustenta o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar), que atende 384 hospitais e dá suporte a 96,6% dos leitos do Sistema Único de Saúde (SUS) no Estado. Diariamente, a rede distribui cerca de 700 hemocomponentes às unidades parceiras.

De acordo com a Sesa, a Hemorrede do Paraná funciona de forma totalmente integrada, o que permite compartilhar o sangue coletado em cada posto conforme a necessidade de qualquer região. Assim, uma doação em Curitiba ou em uma unidade do Interior pode salvar a vida de um paciente internado a centenas de quilômetros de distância.

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Para a diretora do Hemepar, Vivian Raksa, esse modelo é decisivo para manter o abastecimento linear em todas as cidades. Segundo ela, as ações do Junho Vermelho aproximam o serviço da comunidade e ajudam a formar novos doadores regulares.

Quem pode doar e como agendar

Podem doar sangue pessoas entre 16 e 69 anos completos. Menores de idade precisam de autorização e acompanhamento do responsável legal. Homens podem realizar até quatro doações por ano, com intervalo mínimo de dois meses, e mulheres até três doações anuais, respeitando intervalo de três meses entre as coletas.

O voluntário deve pesar mais de 50 quilos, estar alimentado, hidratado e descansado, além de evitar alimentos gordurosos nas horas anteriores. Também é obrigatória a apresentação de documento oficial com foto.

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Para evitar filas e equilibrar os estoques de todos os grupos sanguíneos, o Hemepar orienta o agendamento prévio pela internet. Os horários podem ser marcados no site oficial da Secretaria da Saúde, disponível AQUI.

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