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PC prende pai e filho suspeitos de quádruplo homicídio em Icaraíma

Prisões ocorreram no interior de São Paulo; pai e filho tentaram fugir pela mata durante a operação

3 min

18/08/2026 08:07 • Atualizado há 66 dias

PC prende pai e filho suspeitos de quádruplo homicídio em Icaraíma

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu quatro homens que estavam foragidos pelo quádruplo homicídio ocorrido em Icaraíma, no Noroeste do Estado, em agosto de 2025. As capturas aconteceram nas primeiras horas desta terça-feira (18), em cidades do interior de São Paulo.

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Pai e filhos localizados no interior de São Paulo

Sítio em Rio das Pedras, SP. Foto: PCPR

Sítio em Rio das Pedras, SP. Foto: PCPR

Entre os presos estão pai e filho suspeitos de envolvimento no crime: Antonio Buscariollo, de 66 anos, e Paulo Ricardo Costa Buscariollo, de 22 anos. Eles foram encontrados em um sítio na zona rural de Rio das Pedras (SP).

Outro filho de Antonio também foi detido. Ele foi localizado em Santa Bárbara d'Oeste (SP), segundo a corporação. O quarto suspeito já se encontrava preso por outro crime e teve o cumprimento do mandado de prisão formalizado.

Os quatro homens eram considerados foragidos pela Justiça e eram procurados pela PCPR desde a identificação de seu suposto envolvimento no caso, que ganhou repercussão na região.

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Inteligência e monitoramento

De acordo com a polícia, as prisões resultam de uma investigação que utilizou diversos levantamentos de inteligência e ações de monitoramento para localizar os suspeitos.

“Desde a identificação dos suspeitos, a PCPR permaneceu empenhada em sua localização e empregou todos os recursos disponíveis para sua prisão”, afirmou o delegado da PCPR Izaias Cordeiro, chefe da Subdivisão Policial de Umuarama.

Segundo a corporação, o trabalho de inteligência permitiu descobrir os deslocamentos e os locais onde os homens se esconderam ao longo dos últimos meses.

Tentativa de fuga na mata

As equipes definiram o momento da abordagem após confirmar a presença de pai e filho no sítio em Rio das Pedras. Ainda segundo a PCPR, os dois tentaram fugir quando perceberam a chegada dos policiais.

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“Com a identificação de seu paradeiro, realizamos o monitoramento e planejamos o melhor momento para a captura. Durante a ação em Rio das Pedras, pai e filho tentaram empreender fuga e foram capturados em meio à mata”, disse o delegado da PCPR Thiago Teixeira, do Departamento de Operações Especiais.

Na visão do delegado, a cooperação entre as unidades envolvidas foi decisiva para a localização dos suspeitos em outro estado e para a prisão sem feridos.

Crime em Icaraíma segue sob investigação

Entenda o caso

  • 4 de agosto de 2025: Robishley, Rafael e Diego saem de São José do Rio Preto (SP) e viajam até Icaraíma (PR).
  • Objetivo: o grupo encontraria Alencar para cobrar uma dívida de R$ 255 mil da família Buscariollo.
  • 5 de agosto: uma câmera de segurança registra os quatro juntos pela última vez.
  • Por volta das 12h: as vítimas fazem o último contato com familiares.
  • Segundo a polícia: os quatro teriam sido mortos em uma emboscada ao retornar à propriedade rural dos suspeitos.
  • 6 de agosto: a esposa de Robishley registra o desaparecimento.
  • Mais de um mês depois: os corpos são encontrados enterrados em um bunker.
  • 18 de agosto de 2026: Antonio Buscariollo e Paulo Ricardo Costa Buscariollo são presos no interior de São Paulo após tentarem fugir pela mata.

O quádruplo homicídio que motivou as prisões ocorreu em agosto de 2025, em Icaraíma, no Noroeste do Paraná. O caso chocou moradores da região e passou a ser tratado como prioridade pela PCPR.

Quatro homens foram até a cidade do Paraná para cobrar uma dívida, mas nunca voltaram. Os corpos foram encontrados enterrados meses depois do crime.

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A Polícia Civil segue com a investigação para esclarecer todos os detalhes do crime e a participação de cada um dos suspeitos. Os nomes das vítimas e outras informações sobre a dinâmica do homicídio não foram divulgados no material enviado à imprensa.

Os presos devem responder pelos crimes apontados no inquérito que tramita na Justiça paranaense. Eles permanecem à disposição do Poder Judiciário.