PF liga grupo a 4,5 toneladas de cocaína enviadas por Paranaguá
Uma organização criminosa investigada pela Polícia Federal é apontada como responsável por uma rota internacional de cocaína que passava pelo litoral do

Uma organização criminosa investigada pela Polícia Federal é apontada como responsável por uma rota internacional de cocaína que passava pelo litoral do Paraná. Segundo a PF, o grupo tem ligação com pelo menos 11 apreensões realizadas entre 2019 e 2020, que somaram mais de 4,5 toneladas da droga.
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A cocaína saía de São Paulo e seguia para o litoral paranaense antes de deixar o Brasil. O Porto de Paranaguá era utilizado como um dos principais pontos de saída das cargas com destino à Europa.
Itália, Bélgica, Holanda, França e Portugal estavam entre os destinos identificados pela investigação.
Brasileiros e italianos atuavam no esquema
Os principais alvos da investigação são integrantes de grupos criminosos brasileiros e italianos envolvidos no envio de cocaína da América do Sul para o continente europeu.
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De acordo com a Polícia Federal, o esquema continuou funcionando mesmo depois da prisão de dois mafiosos, em 2019.
A investigação aponta que integrantes da organização mantinham contato a partir de diferentes países e utilizavam aplicativos com altos níveis de criptografia.
“Eles se conectam em qualquer lugar do mundo, de forma imediata, se utilizando destes aplicativos com altos níveis de criptografia e recursos de ponta de inteligência que são desenvolvidos exclusivamente para a prática de crimes”, afirmou o delegado da Polícia Federal Eduardo Verza.
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Porto de Paranaguá estava na rota
A utilização do Porto de Paranaguá pelo tráfico internacional já havia sido mostrada pelo Jornal da Band em uma reportagem realizada no ano passado.
Na ocasião, a apuração revelou que toneladas de cocaína eram levadas até Paranaguá antes de seguirem para outros países.
Segundo a investigação atual, a rota pelo Paraná está relacionada às apreensões de mais de quatro toneladas e meia realizadas entre 2019 e 2020.
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Justiça bloqueou bens e contas
Durante as ações relacionadas à investigação, foram apreendidos veículos e aparelhos celulares.
A Justiça também determinou o sequestro de imóveis e o bloqueio de bens, contas bancárias e aplicações financeiras ligadas aos investigados.
