Polícia apura denúncia em escola após protesto no Cajuru
Família registrou boletim, criança foi atendida em hospital e perícia ainda não confirma violência

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) investiga uma denúncia envolvendo uma criança de 4 anos matriculada na Escola Municipal Rita Anna de Cássia, no bairro Cajuru, em Curitiba. Nesta segunda-feira (28), familiares e moradores realizaram uma manifestação em frente à unidade para cobrar esclarecimentos sobre o caso.
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Documentos apresentados pela família mostram que a ocorrência foi formalizada em um boletim registrado no Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria). Os papéis também indicam que a criança passou por atendimento e foi encaminhada para avaliação médica.
Em entrevista coletiva, a PCPR afirmou que, até o momento, não é possível confirmar se a criança foi vítima de violência sexual. Segundo o delegado Rodrigo Rederde, a criança apresenta uma lesão na região anal, mas a perícia feita até agora não conseguiu apontar a causa.
A polícia aguarda o resultado de um exame para verificar se há vestígios que ajudem a esclarecer o caso.
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Documentos mostram atendimento e registro formal
Entre os documentos apresentados pela família à Band Paraná, está o boletim de ocorrência registrado na Polícia Civil, além de uma ficha de encaminhamento de saúde preenchida pela unidade escolar.
A documentação indica que a família procurou ajuda após a criança apresentar sinais que causaram preocupação. O material também mostra que o caso foi levado às autoridades competentes para apuração.
Apesar disso, o próprio registro policial, neste momento inicial, não confirma a ocorrência de crime. A investigação segue em andamento.
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Prefeitura diz que seguiu protocolo
Em nota, a Secretaria Municipal da Educação (SME) informou que acompanha o caso com máxima atenção e afirmou que adotou imediatamente as providências previstas nos protocolos de proteção.
Segundo a Prefeitura, a família foi acolhida pela direção da escola na sexta-feira (25) e orientada a buscar atendimento especializado no Hospital Pequeno Príncipe. Depois disso, o caso foi encaminhado ao Nucria.
A administração municipal afirmou ainda que não tolera qualquer forma de violência no ambiente escolar e que vai colaborar integralmente com a investigação.
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Hospital confirma atendimento
O Hospital Pequeno Príncipe informou, em nota, que a criança passou por atendimento na sexta-feira e foi liberada na sequência.
A instituição não divulgou outros detalhes sobre o quadro clínico.
Manifestação em frente à escola
Na manhã desta segunda-feira, 28, familiares e moradores se reuniram em frente à Escola Municipal Rita Anna de Cássia. A Guarda Municipal acompanhou a manifestação para garantir a segurança da comunidade escolar e o funcionamento da unidade. Nas imagens registradas, há tumulto e reclamação da maneira que a GM agiu.
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A mobilização ocorreu em meio à repercussão do caso e à cobrança por respostas mais rápidas das autoridades.
Perícia ainda não confirma violência
A Polícia Civil adota cautela na condução do caso. Segundo o delegado Rodrigo Rederde, embora a criança tenha uma lesão na região anal, a perícia ainda não conseguiu afirmar se houve ou não violência sexual.
O resultado dos exames complementares deve ajudar a definir os próximos passos da investigação.
