Professor suspeito de assédio pode ter feito outras vítimas em Ponta Grossa
Assédios aconteciam nos intervalos das aulas no Paraná

A Polícia Civil do Paraná não descarta a possibilidade de que o professor investigado por assédio sexual contra uma aluna adolescente, em Ponta Grossa, tenha feito outras vítimas. A informação foi confirmada à Band pela delegada Ana Paula Cunha Carvalho, do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria).
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“Nós tínhamos a comprovação do crime de assédio sexual. Mas, analisando todo o contexto, eu acabei entendendo que poderia haver a possibilidade de um crime de armazenamento de conteúdo pornográfico envolvendo crianças e adolescentes, com uma perícia comprovando o armazenamento de imagens. Assim, a possibilidade de identificação de novas vítimas, a gente não descarta”, afirmou a delegada Ana Paula Cunha Carvalho, do Nucria.
Relembre o caso
O caso aconteceu na cidade de Ponta Grossa, a cerca de 115 quilômetros de Curitiba. Nas mensagens, o professor, de 32 anos, insiste para uma aluna do ensino médio, de 15 anos, mandar fotos nuas para que não seja reprovada. Em uma das mensagens, ele diz que ela não tem escolha e pergunta se ela quer reprovar e decepcionar toda a família. Em seguida, exige que ela mande logo a foto. A aluna pergunta: "o que?". E ele responde: você, nua. Ela ainda questiona: Sério? Ele responde que sim.
Assédios nos intervalos das aulas
Segundo a polícia, a aluna já vinha sendo assediada pelo professor durante os intervalos das aulas, em uma escola estadual da cidade. A estudante levou o caso à Secretaria de Educação e fez uma denúncia à polícia. O professor foi demitido. E um inquérito policial foi instaurado.
A polícia também cumpriu um mandado de busca e apreensão na casa do professor. Celulares, pendrives e um notebook foram levados para a perícia. A investigação quer descobrir se outras adolescentes foram vítimas do acusado.
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