Quantos tornados passaram pelo Paraná em 2026? Veja a lista do Simepar
Com tornado F2 em Maringá, levantamento chega a 13 registros em 2026; ventos são estimados em até 250 km/h

Rio Bonito do Iguaçu, em 2025
Reprodução/Brasil Urgente
O Paraná chegou a 13 tornados na relação de ocorrências acompanhadas pela Band Paraná em 2026 e confirmadas pelo Simepar, após a confirmação de que Maringá, no Norte do estado, foi atingida por um tornado de categoria F2 na segunda-feira (2). O Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) apresentou a classificação preliminar na noite desta terça-feira (3). Os ventos são estimados entre 180 km/h e 250 km/h.
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O levantamento reúne os 12 registros anteriores, ocorridos entre janeiro e setembro, e acrescenta Maringá como o caso mais recente. A relação contabiliza cada tornado individualmente, inclusive quando um mesmo fenômeno passa por mais de um município.
A contagem apresentada nesta reportagem não inclui dois fenômenos classificados como landspouts, um tipo diferente de tornado, identificados em outubro. Esses registros são explicados separadamente.
Tornado F2 em Maringá provocou destruição em parte da cidade
O fenômeno que atingiu Maringá provocou estragos em aproximadamente 40% do município, segundo as informações iniciais sobre os danos.
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Segundo o meteorologista Marco Jusevicius, do Simepar, a classificação F2 foi definida a partir de vistorias em campo, sobrevoos de helicóptero, imagens de drones e análise dos estragos provocados em construções e árvores.
Na Escala Fujita, os tornados F2 apresentam ventos estimados entre 180 km/h e 253 km/h, com capacidade para arrancar árvores pela raiz, destruir telhados e provocar danos estruturais.
A classificação de Maringá é preliminar e poderá ser revisada conforme o avanço das investigações.
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Veja a lista dos 13 tornados registrados no Paraná em 2026

O levantamento da Band Paraná, elaborado a partir dos registros do Simepar, reúne as seguintes ocorrências:
Janeiro: dois tornados
1º de janeiro: Mercedes, no Oeste do Paraná, por volta das 19h. O tornado foi classificado como F1, com ventos estimados em aproximadamente 120 km/h.
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10 de janeiro: Região de Piraquara e São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, por volta das 17h34. O tornado foi classificado como F2 e provocou destelhamentos e danos em centenas de imóveis.
Fevereiro: um tornado
7 de fevereiro: Foz do Iguaçu, no Oeste do estado, por volta das 14h.
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Junho: seis tornados
28 de junho: Reserva, nos Campos Gerais, por volta das 23h. O Simepar confirmou um tornado F2, com ventos estimados em aproximadamente 200 km/h.
28 de junho: Nova Cantu, na região central do Paraná.
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30 de junho: Laranjeiras do Sul.
30 de junho: Turvo.
30 de junho: Inácio Martins.
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30 de junho: Inácio Martins e Cruz Machado.
Os quatro registros de 30 de junho correspondem a ocorrências distintas. Dois deles envolveram áreas de Inácio Martins, mas foram contabilizados separadamente.
Agosto: um tornado
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8 de agosto: Piraí do Sul, nos Campos Gerais. O fenômeno atingiu principalmente a área rural do município e provocou danos em residências e na vegetação.
Setembro: dois tornados
9 de setembro: Francisco Alves, no Noroeste do Paraná, por volta das 17h. O fenômeno teve curta duração e foi identificado em uma área localizada.
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11 de setembro: Goioerê, no Centro-Oeste do Paraná, por volta das 16h.
Novembro: um tornado
2 de novembro: Maringá, no Norte do Paraná. O tornado recebeu classificação preliminar F2, com ventos estimados entre 180 km/h e 250 km/h.
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Por que Espigão Alto do Iguaçu saiu da lista?
A contagem dos tornados chegou inicialmente a 13 em setembro, quando o Simepar identificou como tornado o fenômeno que atingiu Espigão Alto do Iguaçu, na madrugada do dia 10.
No entanto, uma análise posterior dos danos levou à reclassificação da ocorrência como downburst, também conhecido como corrente descendente intensa de vento.
Nesse fenômeno, o ar desce rapidamente de uma nuvem de tempestade em direção ao solo e se espalha lateralmente, provocando rajadas que podem causar grandes estragos.
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O comportamento é diferente do tornado, que apresenta uma coluna de ar em rotação.
Um fenômeno semelhante foi identificado pelo Simepar em Apucarana, no Norte do Paraná, durante um temporal que registrou rajadas de 124,9 km/h.
Com a reclassificação de Espigão Alto do Iguaçu, o levantamento voltou a contabilizar 12 tornados em setembro, antes da confirmação do novo caso em Maringá.
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O que são landspouts e por que não estão na lista dos 13?
Além das ocorrências relacionadas no levantamento, o Simepar identificou dois fenômenos classificados como landspouts no Paraná, em 1º de outubro.
O primeiro ocorreu na região entre Arapuã e Ivaiporã. O segundo foi observado entre Carambeí e Ponta Grossa.
Segundo o Simepar, os landspouts são um tipo de tornado geralmente mais fraco e de curta duração, que não está associado à rotação de uma tempestade supercelular.
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Enquanto os tornados tradicionais frequentemente se desenvolvem a partir de supercélulas, os landspouts têm origem em pequenos redemoinhos de ar próximos à superfície.
Apesar das diferenças na formação e na intensidade, os landspouts também são classificados meteorologicamente como tornados.
Os dois episódios de outubro são apresentados separadamente porque não integram a série de 13 registros utilizada neste levantamento da Band Paraná. Portanto, o número não representa a soma de todos os tipos de tornados identificados no estado.
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Como o Simepar confirma que houve um tornado?
Vídeos de tempestades e formações de nuvens são publicados com frequência nas redes sociais, mas uma imagem isolada não é suficiente para determinar oficialmente a ocorrência de um tornado.
Segundo o Simepar, a confirmação depende da combinação de diferentes evidências.
As imagens de radar permitem aos meteorologistas observar a movimentação e a intensidade das tempestades. Dependendo da distância do radar, também é possível identificar sinais de rotação dentro da tempestade e a presença de detritos lançados na atmosfera.
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Os registros feitos pela população e as informações encaminhadas pela Defesa Civil também são fundamentais.
A partir dos primeiros relatos, os meteorologistas confrontam as informações com imagens de radar e satélite para verificar se o comportamento da tempestade é compatível com a ocorrência de um tornado.
Confirmar e classificar um tornado são etapas diferentes
Mesmo depois da confirmação, ainda existe outra etapa: descobrir qual foi a intensidade do tornado.
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O Simepar utiliza a Escala Fujita, que classifica os fenômenos de F0 a F5 a partir dos danos encontrados.
Os especialistas analisam árvores, edificações, estruturas metálicas e de concreto, postes, torres e objetos que tenham sido deslocados ou arremessados.
Também são consideradas as condições das construções atingidas, a resistência das estruturas, a ancoragem e o estado anterior ao evento.
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Por isso, a classificação não depende de um único dano, mas do conjunto de evidências encontradas ao longo da trajetória do fenômeno.
Equipes vão a campo para reconstruir trajetória
Em ocorrências mais significativas, equipes do Simepar realizam levantamentos presenciais.
Os meteorologistas conversam com moradores, fotografam e georreferenciam os danos para identificar a trajetória, a largura e a intensidade do tornado.
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Também podem ser utilizados drones, aviões e helicópteros para mapeamento aéreo, além da comparação de imagens de satélite registradas antes e depois da tempestade.
Esse processo pode levar alguns dias.
Ao final, é produzido um laudo meteorológico, documento técnico que reúne as características encontradas durante a investigação.
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Paraná já teve tornado F4 com ventos de até 418 km/h
Um dos episódios mais severos da história recente do estado aconteceu em novembro de 2025, em Rio Bonito do Iguaçu, no Sudoeste.
O tornado foi classificado como F4 na Escala Fujita, e as rajadas podem ter alcançado até 418 km/h. Cerca de 90% da área urbana do município foi devastada, segundo o Simepar.
Em 2026, tornados de categoria F2 foram registrados em São José dos Pinhais e Reserva, além do fenômeno mais recente em Maringá, cuja classificação ainda é preliminar.
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Tornado pode ter ventos mais fortes que furacão
Os tornados geralmente se formam a partir de tempestades severas, especialmente as chamadas supercélulas, que possuem uma região de rotação interna conhecida como mesociclone.
Apesar de os ventos de um tornado poderem atingir velocidades extremas, esses fenômenos costumam ocupar áreas muito menores do que um furacão.
Normalmente, têm algumas centenas de metros ou poucos quilômetros de extensão e duram poucos minutos.
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Isso torna difícil prever exatamente onde e quando um tornado vai tocar o solo.
Com algumas horas de antecedência, porém, os meteorologistas conseguem identificar condições atmosféricas favoráveis à formação de tempestades severas com potencial para tornados.
Como receber alertas da Defesa Civil?
O Simepar monitora as condições atmosféricas 24 horas por dia e repassa informações à Defesa Civil quando identifica risco de tempestades mais intensas.
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Os alertas podem evoluir conforme o grau de perigo. Primeiro, pode ser divulgado um aviso de instabilidade. Caso o risco aumente, são emitidos alertas laranja e, em situações de risco muito alto e iminente, alerta vermelho.
Para receber avisos no celular, a população pode cadastrar o CEP enviando uma mensagem de SMS para o número 40199.
Em ocorrências extremas, a Defesa Civil também utiliza o sistema Defesa Civil Alerta, que envia mensagens diretamente para celulares localizados na área de risco, independentemente de cadastro.
