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Raios aumentam 28% no Paraná em 2026; Litoral lidera ranking

Simepar detectou 596 mil raios nuvem-solo entre janeiro e agosto; Guaratuba lidera quando considerada a área

3 min

24/09/2026 15:33 • Atualizado há 10 horas

Raios aumentam 28% no Paraná em 2026; Litoral lidera ranking

O número de raios registrados no Paraná entre janeiro e agosto de 2026 aumentou 28% em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo levantamento da equipe de meteorologia do Simepar.

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Considerando apenas os raios nuvem-solo, foram detectadas 596.015 ocorrências no Estado entre 1º de janeiro e 31 de agosto deste ano. No mesmo período de 2025, haviam sido registrados 466.631 raios.

A imagem que ilustra esta reportagem foi registrada por Marcelo Rossi, em Carlópolis, no Norte Pioneiro, no dia 21 de setembro de 2026.

Guaraqueçaba lidera em número total de raios

Quando considerado apenas o número absoluto de ocorrências, Guaraqueçaba aparece na liderança do ranking estadual, com 14.202 raios.

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Na sequência aparecem:

  • Guarapuava: 11.087
  • Guaratuba: 10.693
  • Tibagi: 8.055
  • Cascavel: 7.664

Segundo o Simepar, municípios com maior extensão territorial tendem a aparecer nas primeiras posições quando se leva em conta somente o número total de descargas.

Guaratuba lidera proporcionalmente à área

Quando o cálculo considera a quantidade de raios proporcionalmente ao tamanho de cada município, o cenário muda.

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Guaratuba ocupa a primeira posição, com 10.693 raios e densidade mensal de 8 por quilômetro quadrado.

Depois aparecem Pontal do Paraná, com 1.433 raios e densidade de 7,2 por km²; Guaraqueçaba, com 14.202 e 7,1 por km²; Matinhos, com 731 e 6,2 por km²; e Morretes, com 4.125 raios e densidade mensal de 6,1 por km².

A maior incidência no Litoral é considerada histórica pelo Simepar. A combinação da Serra do Mar com o ambiente úmido e abafado da região favorece a formação de nuvens de tempestade.

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Paraná já teve mais de 210 mil raios em um único dia

Entre janeiro de 2000 e agosto de 2026, o dia com maior atividade de raios nuvem-solo no Paraná foi 23 de outubro de 2012.

Naquela data, foram registrados 210.394 raios em todo o Estado.

O ano de 2012 também aparece entre os mais ativos da série histórica, com 2.773.576 raios. O recorde anual pertence a 2015, quando foram contabilizadas 2.843.872 ocorrências.

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Em 2026, um dos dias de maior atividade foi 31 de agosto, quando os sensores do Simepar detectaram 37.501 raios nuvem-solo.

Para comparação, em um dia típico de tempestades com descargas elétricas em todo o Paraná são registrados entre 5 mil e 15 mil raios em 24 horas. Em média, apenas seis dias por ano ultrapassam a marca de 30 mil.

Simepar não aponta tendência clara de aumento no longo prazo

De acordo com o levantamento, os anos com maior incidência de raios entre 2000 e 2025 ficaram concentrados entre 2012 e 2015.

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O Simepar ressalta que estudos de longo prazo ainda não mostram de forma contundente aumento na frequência ou intensidade do fenômeno.

Isso ocorre porque a atividade elétrica da atmosfera não depende apenas de fatores meteorológicos e climáticos, mas também de elementos externos à atmosfera, como os ciclos de atividade solar.

Como os raios são monitorados no Paraná

O Simepar mantém uma rede de sensores instalada em pontos estratégicos do Estado. Os equipamentos ficam em Paranaguá, Castro, União da Vitória, Andirá, Pato Branco e Paranavaí.

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Quando um raio ocorre, ele provoca perturbações em determinadas frequências eletromagnéticas. Os sensores identificam o sinal e enviam os dados para uma central de processamento.

A partir das informações recebidas por diferentes equipamentos, o sistema calcula a localização do raio, data, horário, intensidade e outros parâmetros.

Segundo o Simepar, todo o processo leva cerca de 30 segundos.

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Os dados são utilizados pelos meteorologistas para acompanhar tempestades em tempo real e, junto com informações de radares e satélites, auxiliam o monitoramento da Defesa Civil do Paraná e de setores como energia, óleo e gás.