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Receita e Gaeco sequestram R$ 271 mi em operação contra sonegação

Ação conjunta em 28 cidades de quatro estados mira lavagem de dinheiro, sonegação de ICMS e uso de empresas de fachada

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04/11/2026 14:28 • Atualizado há 1 hora

O Núcleo Regional de Londrina e o Núcleo Fiscal do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, em parceria com a Receita Federal, deflagraram nesta quarta-feira (4 de novembro) duas operações simultâneas contra organizações suspeitas de sonegação de impostos e lavagem de dinheiro em cidades do Paraná, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

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Operações Enxágue e Catéter miram comércio de subprodutos animais

As ações correspondem à 2ª fase da Operação Enxágue e à Operação Catéter. Segundo o Ministério Público, as investigações têm como alvo grupos que atuam no comércio de subprodutos de origem animal, como sebo e gordura, usados como matéria-prima por indústrias de biodiesel e curtumes.

Conforme apuração dos órgãos envolvidos, os investigados teriam praticado crimes contra a ordem tributária, especialmente sonegação de ICMS, além de falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. O esquema utilizaria empresas de fachada para ocultar operações e dificultar o rastreamento dos valores.

64 mandados de busca e sequestro de R$ 271 milhões em bens

Ao todo, as equipes cumpriram 64 mandados de busca e apreensão em 28 municípios dos quatro estados. A Justiça também determinou medidas cautelares diversas da prisão para nove investigados.

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Foram expedidas ordens de sequestro e de indisponibilidade de bens, direitos e valores que, somados, alcançam R$ 271.481.696,96. A Receita Federal e o Gaeco apontam que o bloqueio patrimonial busca garantir futura recuperação de valores em caso de condenação.

Cidades alvo da ofensiva

No Paraná, houve ações em Londrina, Maringá, Arapongas, Apucarana, Cambé, Rolândia, Paiçandu, Cianorte, Jandaia do Sul, Curitiba, São José dos Pinhais, Colorado, Enéas Marques, Foz do Iguaçu, Goioerê, Loanda, Mandaguari, Marialva, Pitanga e Toledo.

Em São Paulo, os mandados foram cumpridos na capital paulista, em Campinas, Barretos e Rancharia. No Rio Grande do Sul, as equipes atuaram em Passo Fundo, Erechim e Marau, enquanto em Santa Catarina houve diligências em Joinville.

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O cumprimento das ordens judiciais contou com apoio dos Gaecos do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo, além das Polícias Civil e Militar do Paraná e de São Paulo. As investigações continuam para detalhar a participação de cada suspeito e o alcance do suposto prejuízo aos cofres públicos.

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