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Temporais no Paraná: Maringá anuncia calamidade e granizo destrói casas

Maringá teve árvores e postes derrubados; em Marquinho, prefeitura estima danos em até 70% do município.

5 min

02/11/2026 10:00 • Atualizado há 1 hora

Os temporais que atingiram o Paraná entre domingo (1º) e a manhã desta segunda-feira (2) deixaram casas destelhadas, árvores caídas, ruas bloqueadas e milhares de imóveis sem energia elétrica. Os maiores estragos foram registrados em Maringá, no Noroeste, e Marquinho, no Centro-Sul do estado.

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Em Maringá, a tempestade levou o prefeito Silvio Barros a anunciar um decreto de calamidade pública. Já em Marquinho, uma chuva de granizo provocou destruição em imóveis e prédios públicos. A prefeitura estima que até 70% do município possa ter sido afetado.

Laranjal também registrou danos, enquanto Londrina permanece em alerta para novas tempestades.

Essa região tinha alerta Laranja da Defesa Civil.

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Maringá anuncia calamidade pública após temporal

A cidade de Maringá foi atingida por um forte temporal na madrugada desta segunda-feira (2), feriado de Finados. Entre a meia-noite e as 7h, foram registrados 49,8 milímetros de chuva, segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar). As rajadas de vento chegaram a 40 km/h.

A tempestade derrubou árvores e postes, danificou imóveis, atingiu veículos e prejudicou o trânsito em diferentes regiões da cidade.

Na Avenida Colombo, trecho urbano da BR-376, árvores caíram sobre a pista e provocaram bloqueios. Também foram registrados estragos nas avenidas Brasil, Tiradentes e Tuiuti.

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Na Avenida Humaitá, uma árvore atingiu veículos estacionados. Na Rua Fernão Dias, outra caiu sobre o muro de uma igreja. A cobertura de um posto de combustíveis também desabou durante a tempestade.

Diante dos prejuízos, o prefeito Silvio Barros anunciou um decreto de calamidade pública. A medida permite contratações emergenciais e a liberação de recursos para atender a população e recuperar os locais atingidos.

Equipes das secretarias de Infraestrutura (Seinfra) e de Limpeza Urbana (Selurb), além da Defesa Civil, trabalham desde as primeiras horas do dia na retirada de árvores e galhos e no atendimento das ocorrências.

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A prefeitura ainda contabiliza os danos.

Marquinho: granizo provoca danos em até 70% do município

Em Marquinho, cidade de aproximadamente 4,4 mil habitantes, a chuva de granizo transformou a paisagem na tarde de domingo (1º). Ruas e quintais ficaram cobertos por pedras de gelo, enquanto os ventos fortes provocaram destelhamentos e quedas de árvores.

A prefeitura estima que até 70% do município possa ter sofrido danos.

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Casas, estabelecimentos comerciais, postos de saúde e prédios públicos foram atingidos. Entre os imóveis danificados estão as três escolas municipais: Rui Barbosa, Cândido Xavier e Jânio Quadros.

O Centro de Eventos e a sede da prefeitura também sofreram estragos.

Na zona rural, as comunidades de Pedra Branca, Terra Boa, Gleba Nove e Guampará estão entre as mais afetadas.

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A tempestade também comprometeu o fornecimento de energia elétrica. Segundo a Companhia Paranaense de Energia (Copel), aproximadamente 2,4 mil unidades consumidoras ficaram sem luz, o equivalente a cerca de 99% do município.

Equipes da companhia foram mobilizadas para recuperar a rede elétrica, danificada pelos ventos, pelo granizo e pela queda de postes.

O Corpo de Bombeiros organiza um ponto de distribuição de lonas na prefeitura para atender moradores que tiveram imóveis destelhados.

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Até o último levantamento informado, não havia confirmação de feridos, desalojados ou desabrigados.

Laranjal registra casas danificadas na zona rural

O temporal também atingiu Laranjal, município localizado a aproximadamente 60 quilômetros de Marquinho.

Os estragos se concentraram na zona rural, onde casas ficaram parcialmente destruídas.

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A Defesa Civil trabalha para identificar os moradores afetados e contabilizar os prejuízos. Até a última atualização, não havia um balanço oficial sobre o número de pessoas atingidas.

Londrina registra 36 milímetros de chuva e segue em alerta

Em Londrina, no Norte do Paraná, foram registrados 36 milímetros de chuva entre as 16h de domingo (1º) e as 7h desta segunda-feira (2), segundo o Simepar.

A Defesa Civil colocou as equipes e o Comitê de Crise em regime de sobreaviso para acompanhar as condições meteorológicas.

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Até o início da manhã, não havia registros de ocorrências nos canais oficiais de atendimento.

A preocupação agora é com a possibilidade de novas tempestades nos próximos dias.

Previsão indica mais chuva no Paraná

Segundo o Simepar, a entrada de calor e umidade vindos do Norte do Brasil favorece a formação de áreas de instabilidade em diferentes regiões do Paraná.

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Nesta segunda-feira (2), ainda existe possibilidade de chuva forte em curto período, rajadas de vento, descargas elétricas e queda de granizo.

Em Marquinho, a previsão indica que a instabilidade pode continuar pelo menos até sábado (7).

Em Londrina, a terça-feira (3) deve ser o único dia da semana sem previsão de chuva. As instabilidades retornam na quarta-feira (4), e o maior acumulado previsto ocorre no sábado (7), com 21 milímetros.

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No domingo (8), a chegada de uma massa de ar frio deve provocar queda nas temperaturas.

Orientações para moradores das áreas atingidas

A Prefeitura de Maringá orienta que os moradores não tentem retirar árvores ou galhos caídos, principalmente em locais próximos à rede elétrica.

Os pedidos de remoção podem ser registrados pelo aplicativo Ouvidoria 156 ou pelo site da prefeitura, na opção Temporal.

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Em situações de emergência com risco de vida, a população pode acionar o Samu pelo telefone 192, a Defesa Civil pelo 199 ou o Corpo de Bombeiros pelos números (44) 3127-1193 e (44) 99144-4363.

Ocorrências envolvendo fios rompidos, postes quebrados ou falta de energia devem ser comunicadas à Copel pelo telefone 0800 51 00 116 ou pelo WhatsApp (41) 3013-8973.

A Defesa Civil também recomenda evitar áreas alagadas, não atravessar enxurradas e manter distância de árvores, postes e estruturas danificadas durante os temporais.

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