Tico Kuzma diz que denúncia anônima era falsa após decisão do TJPR
Presidente da Câmara de Curitiba se manifestou após tribunal anular acesso aos dados bancários e fiscais

O presidente da Câmara Municipal de Curitiba (CMC), Tico Kuzma (PSD), afirmou nesta segunda-feira (21) que a denúncia anônima que deu origem a uma investigação do Ministério Público do Paraná (MPPR) contra ele era falsa. A manifestação ocorreu durante sessão plenária, após o Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) anular medidas que permitiram o acesso aos dados bancários e fiscais do parlamentar.
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O julgamento ocorreu na última quinta-feira (17), na 2ª Câmara Criminal do TJPR. Segundo a decisão, faltavam “indícios mínimos de autoria e materialidade” que justificassem as medidas adotadas durante a investigação.
“Eu esperei a Justiça falar”, afirmou Kuzma aos vereadores. “Uma acusação injusta ganha manchetes rapidamente, mas a verdade precisa de tempo para aparecer. A integridade do meu caráter, a minha reputação e toda uma história construída com trabalho e honestidade foram colocadas em dúvidas.”
Denúncia foi apresentada em 2024
A investigação do MPPR começou após uma denúncia anônima apresentada em dezembro de 2024.
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Ao comentar o caso, Kuzma afirmou que as apurações realizadas posteriormente não confirmaram o conteúdo da denúncia.
“A denúncia anônima foi feita em 2024 e não foi confirmada por nenhuma diligência. E eu reafirmo: a denúncia é anônima e falsa”, declarou.
O parlamentar disse ainda que preferiu aguardar uma manifestação da Justiça antes de se pronunciar sobre o caso.
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“Esses fatos precisam ser ditos com clareza, porque muita coisa foi falada, publicada e julgada. E a resposta que eu devia à sociedade, aos vereadores, às vereadoras, não poderia ser dada com ataques ou discussões. Ela precisava vir da verdade esclarecida e das instituições”, afirmou.
TJPR anulou medidas da investigação
Ao analisar o caso, o TJPR reconheceu a ausência de elementos mínimos que justificassem o acesso às informações bancárias e fiscais de Kuzma e anulou as medidas.
Segundo o presidente da Câmara, a própria Procuradoria de Justiça do MPPR também havia se manifestado pelo reconhecimento da nulidade.
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Kuzma afirmou que manteve as atividades à frente do Legislativo durante a investigação e que prestou os esclarecimentos solicitados pelas autoridades.
“Nesse período, respeitei o trabalho das autoridades, prestei os esclarecimentos necessários”, disse.
Ao encerrar a manifestação, o presidente da Câmara afirmou que pretende seguir normalmente com o trabalho no Legislativo.
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“A verdade não precisa de grito. Precisa de coragem, tempo e confiança. Agora é seguir em frente, de cabeça erguida, trabalhando por Curitiba e honrando a confiança de cada cidadão”, concluiu.
