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Uso de telas nas refeições preocupa especialistas em infância

Nutricionista alerta que distração com vídeos e jogos atrapalha percepção de fome e saciedade em crianças pequenas

2 min

09/10/2026 14:12 • Atualizado há 15 dias

Especialistas alertam que o uso de celulares e tablets por crianças durante as refeições, prática cada vez mais comum em lares brasileiros, pode prejudicar o desenvolvimento da percepção de fome e saciedade nos primeiros anos de vida.

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Exposição precoce às telas no dia a dia

Em muitos lares, pais recorrem a celulares e tablets para entreter crianças que ainda estão aprendendo a comer, transformando o momento da refeição em hora de desenho ou vídeo. Por outro lado, famílias como a da pequena Maria, de pouco mais de 1 ano, buscam construir outra relação com a mesa, priorizando atenção à comida e ao convívio.

A advogada Nathalia Amorin conta que a filha já consegue levar o alimento à boca sozinha, sempre sob supervisão. A família conversa, canta e brinca enquanto a menina come, mas mantém o foco na refeição e opta por não oferecer telas nesse momento, justamente para que ela reconheça sabores, texturas e perceba quando está satisfeita.

Percepção de fome e saciedade em risco

Segundo a nutricionista Daniella Domingues, os primeiros anos de vida são decisivos para o desenvolvimento da percepção de fome e saciedade. Ela explica que, quando a criança se distrai com vídeos ou jogos durante a alimentação, a refeição tende a demorar mais e o pequeno pode consumir além do necessário, sem perceber os sinais naturais do próprio corpo.

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"A maior preocupação com o uso das telas durante a alimentação é que, nos primeiros anos de vida, a criança desenvolve a percepção de fome e saciedade. Com a distração causada pelos conteúdos, a refeição pode demorar mais e a criança acaba comendo além do necessário", afirma Daniella.

Orientação para pais e responsáveis

Para a especialista, não basta limitar o tempo de uso dos aparelhos. Ela orienta que toda a família esteja presente à mesa, participando da refeição e, assim como as crianças, evitando manusear celulares, tablets ou assistir televisão enquanto come.

Na visão da nutricionista, esse cuidado contribui para que o momento da refeição seja de interação e escuta, favoreça a construção de hábitos alimentares saudáveis e reduza o risco de problemas como excesso de peso. Entidades médicas também recomendam evitar exposição a telas antes dos 2 anos e, depois disso, estabelecer limites claros para o uso, sempre com supervisão.

Daniella ressalta que pequenas mudanças na rotina, como organizar horários fixos para as refeições em família e deixar os aparelhos fora da mesa, podem ajudar os pais a reduzir a dependência das telas e a ensinar desde cedo que comer exige atenção e respeito ao próprio corpo.