Ventos de 97 km/h causam destruição e calamidade em Maringá
Tempestade severa derruba árvores, deixa moradores sem luz e paralisa escolas no noroeste do Paraná
Ventos de até 97 km/h provocaram estragos em Maringá, no noroeste do Paraná, no início desta semana, levaram a prefeitura a decretar estado de calamidade pública e fizeram cinco escolas suspenderem as aulas nesta terça-feira.
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Segundo o Simepar, a região foi atingida por uma supercélula, tipo de tempestade severa que costuma provocar rajadas intensas e chuva forte. A prefeitura mobilizou cerca de 400 servidores para atender às ocorrências em diferentes bairros da cidade.
O município amanheceu com árvores caídas em várias vias, milhares de moradores sem fornecimento de energia e estruturas danificadas. A cobertura de um posto de combustíveis desabou com a força do vento e destroços do teto de um galpão se espalharam por ruas e avenidas.
De acordo com informações da administração municipal, o Corpo de Bombeiros enfrentou dificuldade para prestar socorro porque o quartel foi destelhado e pedaços da estrutura bloquearam a saída de veículos. A queda de postes e cabos também afetou o trânsito e o acesso a alguns bairros.
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Prefeito fala em 'caos total'
Para o prefeito Silvio Bairros, a situação na cidade é crítica. Ele afirma que a madrugada foi de trabalho intenso para as equipes municipais, mas que a dimensão dos danos exige apoio externo.
"É um caos total. Nossa equipe trabalha desde a madrugada, mas precisamos de recursos e solidariedade para restabelecer as comunicações o mais rápido possível", declarou o prefeito.
Segundo o repórter Gabriel Arantes, cerca de 40% da área urbana ficou sem energia elétrica após a tempestade. Na avaliação dele, a falta de comunicação se tornou um dos principais problemas, já que boa parte da cidade permaneceu sem sinal de telefone e de internet, dificultando a identificação de quem necessita de ajuda e se há pessoas desabrigadas.
Na visão do secretário de Infraestrutura, Vagner Mucio, a tempestade atingiu um patamar inédito na região. Ele relata que, em um dos pontos da cidade, um barracão de aproximadamente 2 mil metros quadrados saiu do lugar e foi lançado sobre a rua pela força do vento.
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Tempestades se espalham pelo interior
Os temporais também causaram estragos em outras cidades do estado. Em Marquinho, município de pouco mais de 4 mil habitantes, o vendaval passou dos 100 km/h, segundo as autoridades locais. A chuva forte veio acompanhada de granizo e mudou a paisagem da região.
Em Laranjal, a força do vento destruiu casas na zona rural. No sudoeste do Paraná, Pato Branco registrou quedas de árvores em diferentes bairros e destelhamentos de residências e estabelecimentos comerciais.
Em Guaíra, no oeste do estado, moradores formaram filas para receber lonas distribuídas pela Defesa Civil, usadas para cobrir telhados danificados até a conclusão dos reparos definitivos.
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Falta de energia e risco de novo ciclone
Até a tarde de segunda-feira, mais de 146 mil unidades consumidoras, entre casas e pontos comerciais, estavam sem energia no Paraná. A distribuidora responsável informou que reforçou as equipes de emergência para restabelecer o fornecimento nas regiões mais afetadas.
O governo estadual enviou equipes da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros para apoiar os municípios que registraram os maiores danos, com ações de atendimento a famílias, retirada de árvores e avaliação de estruturas comprometidas.
De acordo com serviços de meteorologia, a preocupação se estende aos próximos dias, porque a formação de um ciclone extratropical pode trazer mais chuva forte e novos temporais para a região Sul. As autoridades orientam a população a acompanhar os alertas oficiais e a redobrar os cuidados em áreas sujeitas a alagamentos, alagamentos e quedas de árvores.
