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Presos fazem festa com drogas em presídio para celebrar aniversário do PCC

Imagens de comemoração dos 33 anos da facção no presídio de Campo Grande resultam na transferência de lideranças

3 min

02/09/2026 19:17 • Atualizado há 51 dias

Presos fazem festa com drogas em presídio para celebrar aniversário do PCC

Presos do presídio de segurança máxima de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, realizaram uma festa com uso de celulares e drogas para comemorar os 33 anos de fundação do Primeiro Comando da Capital (PCC).

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O aniversário da facção ocorreu em 31 de agosto, data em que detentos apontados como lideranças registraram a celebração com gritos e imagens no interior da unidade.

Identificação e transferência de lideranças

Após a divulgação do material audiovisual, a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) identificou os detentos envolvidos e realizou a transferência imediata das lideranças apontadas na organização.

Em nota oficial, a Agepen declarou que "a manifestação coletiva de apoio ou alusão a organizações criminosas pode configurar falta disciplinar grave, conforme a Lei de Execução Penal, com possíveis consequências no cumprimento da pena". O órgão penitenciário também informou que dependendo da conduta pode haver responsabilização criminal, além de confirmar a realização de uma operação dentro do presídio como resposta ao ocorrido.

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Histórico e expansão da facção criminosa

As comemorações externas também foram registradas por meio de fogos de artifício publicados nas redes sociais, enquanto materiais com distribuição de cocaína exibiam o número 1533, em referência à posição alfabética das letras que compõem a sigla do grupo.

O Primeiro Comando da Capital foi fundado em 31 de agosto de 1993 na Casa de Custódia de Taubaté, no interior paulista, por oito detentos transferidos da capital que formavam um time de futebol. O que começou como um grupo restrito ao sistema prisional paulista expandiu-se e transformou-se em uma estrutura com atuação voltada ao tráfico internacional de drogas, roubos, assassinatos e lavagem de dinheiro.

No centro histórico da facção está Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, natural de Osasco, na Grande São Paulo, preso desde 1999 e com penas acumuladas que ultrapassam trezentos anos. Desde janeiro de 2023, Marcola cumpre pena na Penitenciária Federal de Brasília.

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Veja a nota emitida pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) sobre o caso:

“A Operação Nêmesis faz parte do trabalho permanente da Polícia Penal de Mato Grosso do Sul no enfrentamento ao crime organizado e no combate à entrada de ilícitos nas unidades prisionais. É uma atuação contínua e incansável para garantir a ordem, a disciplina e a segurança no sistema prisional e, consequentemente, contribuir para a segurança de toda a sociedade”, afirma.

Para o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, a integração entre as forças amplia a capacidade de prevenção e resposta.

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“O enfrentamento ao crime organizado exige presença operacional, inteligência e integração. A atuação conjunta da Polícia Penal Federal, por meio da Força Penal Nacional, com a Polícia Penal de Mato Grosso do Sul fortalece a capacidade de prevenção e resposta e demonstra a importância da cooperação entre União e estados para impedir que organizações criminosas utilizem o ambiente prisional para manter atividades ilícitas”, destaca.

Ações contra o uso de drones

As ações de segurança desenvolvidas no estado também têm como foco as tentativas recorrentes de utilização de drones para a entrega de materiais ilícitos em unidades prisionais.

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Desde 25 de agosto, a Polícia Penal de Mato Grosso do Sul e a Força Penal Nacional atuam nas unidades de Campo Grande e Dourados, com monitoramento e interceptação de aeronaves remotamente pilotadas.

Nesse período, a atuação conjunta já resultou na apreensão de:

  • 2 drones;
  • 14 aparelhos celulares;
  • 5 carregadores;
  • 1 rolo de linha reforçada utilizado no acoplamento de cargas;
  • aproximadamente 1,7 kg de substância com características semelhantes à maconha;
  • cerca de 250 g de substância com características semelhantes à cocaína.

As equipes também frustraram sucessivas tentativas de entrega de materiais ilícitos por drones nas duas unidades, ampliando as medidas de prevenção e fiscalização no sistema prisional.

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