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CCJ aprova projeto de lei que declara Comando Vermelho terrorista

Ainda não há data para votação no plenário da Alerj

2 min

22/10/2026 15:15 • Atualizado há 10 horas

CCJ aprova projeto de lei que declara Comando Vermelho terrorista

Traficantes do Comando Vermelho posam para contas de redes sociais que celebram a facção

Reprodução

O projeto de lei estadual que classifica as facções Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital como organizações terroristas no Rio de Janeiro pode invadir a competência da União para legislar sobre o tema. A avaliação é do ex-Secretário Nacional de Segurança Pública, José Vicente, que concedeu entrevista à BandNews FM nesta quinta-feira (22).

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No dia anterior, a Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa do Rio aprovou o projeto e liberou o texto para seguir para o plenário da Casa Legislativa. Ainda não há data definida para a votação entre os parlamentares.

O texto prevê que as polícias Civil e Militar vão poder estabelecer protocolos de ação e combate às facções criminosas, em articulação com as forças de segurança nacionais e estrangeiras que classificarem as organizações como terroristas. O projeto é dos deputados Anderson Moraes, Alexandre Knoploch, Filippe Poubel e Renan Jordy

A constitucionalidade da medida foi discutida pela Comissão de Constituição e Justiça. O presidente da CCJ e relator do projeto, deputado Rodrigo Amorim (PL), destacou que a Constituição Federal define que a segurança pública é de competência do Parlamento estadual e e que a matéria encontra fundamento na autonomia político-administrativa dos Estados-membros.

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Por outro lado, o deputado estadual Luiz Paulo (PSD), também membro da CCJ, entende que a medida invade a competência de legislação da União. O entendimento é o mesmo do ex-secretário Nacional de Segurança Pública, José Vicente. Para o coronel da reserva da PM de São Paulo, se o Comando Vermelho for declarado como terrorista, por exemplo, a investigação passaria da Polícia Civil para a Polícia Federal.

Em maio, os Estados Unidos classificaram o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital como Organizações Terroristas Estrangeiras. A medida tinha repercutido negativamente no país entre especialistas de segurança pública e o Governo Federal.

A classificação não alterou a legislação brasileira, mas permite que autoridades americanas adotem medidas mais duras para rastrear movimentações financeiras e ampliar o intercâmbio de informações com forças de segurança de outros países.

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