Colombiano que foi sequestrado e torturado pelo Comando Vermelho passa bem
A Polícia Civil tenta identificar os criminosos que sequestraram e torturaram um motoboy colombiano na Penha, Zona Norte do Rio. Manuel Lopez Murillo, de 25

Motoboy colombiano Manuel Lopez Murillo
Divulgação
A Polícia Civil tenta identificar os criminosos que sequestraram e torturaram um motoboy colombiano na Penha, Zona Norte do Rio. Manuel Lopez Murillo, de 25 anos, que trabalha em aplicativo de viagens, disse que tinha acabado de deixar uma passageira nas proximidades da favela do Quitungo, na tarde de sexta-feira (16), quando foi abordado por traficantes do Comando Vermelho, que dominam a região.
Continua depois da publicidade
Ele disse que os bandidos ordenaram que ele desbloqueasse o celular. Os criminosos desconfiaram que ele fosse informante de outra facção. A vítima foi jogada na mala de um carro e levada para a Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha.
Manuel Lopes disse que foi torturado pelos bandidos.
A vítima disse que passou dois dias sob domínio dos criminosos. Na noite de domingo (18), o motoboy conseguiu quebrar a janela do quarto onde estava sendo mantido e fugiu. Manuel contou que precisou tirar as roupas do corpo para não ser reconhecido pelos bandidos.
Continua depois da publicidade
Ao chegar em uma das vias principais da Penha, a vítima encontrou uma viatura da Unidade de Policia de Proximidade da PM e pediu ajuda.
De acordo com os policiais, Manuel apresentava ferimentos na cabeça. Ainda segundo a PM, o colombiano estava sendo seguido pelos criminosos, que fugiram ao perceber a chegada dos agentes.
Os pms socorreram o motoboy ao Hospital Estadual Getúlio Vargas, na mesma região. Ele já foi liberado e se recupera em casa, mas afirma que está traumatizado.
Continua depois da publicidade
Procurada, a Polícia Civil afirmou que vai analisar imagens de câmeras de segurança da região para tentar identificar os criminosos que sequestraram o colombiano.
A PM afirmou que vai reforçar o policiamento no entorno do Complexo da Penha para coibir ações de traficantes do Comando Vermelho.
