Defesa de Marcinho VP entra com novo pedido de habeas corpus no RJ
O pedido foi protocolado em 9 de setembro, apenas quatro horas após a negativa de um habeas corpus
A defesa de Márcio dos Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP, apontado como líder do Comando Vermelho, apresentou um novo pedido de habeas corpus na Oitava Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
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O pedido foi protocolado em 9 de setembro, apenas quatro horas após a negativa de um habeas corpus anterior na primeira instância. Os advogados buscam anular as provas obtidas no celular da esposa do detento, Márcia Nepomuceno, material que fundamentou a Operação Red Legacy contra um esquema de lavagem de dinheiro da facção criminosa com a participação de familiares, incluindo o filho do casal, Oruam.
Os argumentos da Justiça e os detalhes da investigação
Em 18 de setembro, o juiz de primeira instância enviou explicações ao desembargador Marcius da Costa Ferreira, relator do caso na segunda instância, detalhando as razões para manter a prisão.
O magistrado apontou que as conversas extraídas do aparelho telefônico revelam uma relação direta e recorrente entre Márcia Nepomuceno e líderes do Comando Vermelho nos Complexos da Penha e do Alemão, citando nomes como Edgar Alves de Andrade, o Doca, e Wilton Carlos Rabello Quintanilha, o Abelha.
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De acordo com a decisão judicial, o material comprova que a esposa e os filhos de Marcinho VP, incluindo Lucas Santos Nepomuceno e Mauro Davi dos Santos Nepomuceno (conhecido como Oruam), atuavam no repasse de ordens emitidas do sistema prisional e na ocultação de recursos ilícitos. A investigação aponta que o dinheiro era utilizado para despesas pessoais, compra de passagens, construção de kitnets, obras, compra de terrenos e lançamento de criptomoeda.
Próximos passos na Justiça do Rio de Janeiro
O inquérito que originou o compartilhamento de dados com a justiça fluminense teve início em 2024, após um vídeo em que Oruam aparece efetuando disparos de espingarda em São Paulo. Em 25 de setembro, o desembargador Marcius da Costa Ferreira manteve a custódia cautelar, determinando a necessidade de uma análise mais detalhada para um julgamento definitivo.
A Oitava Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro será responsável por definir se Marcinho VP, preso há mais de 30 anos e atualmente em uma unidade federal no Paraná, retornará às ruas. A mesma turma concedeu recentemente liberdade a Oruam, estabelecendo prazo para a colocação de tornozeleira eletrônica. Nos autos, os investigadores também destacam mensagens em que Oruam transmite ordens atribuídas ao pai, indicando seu contínuo poder de comando a partir do ambiente prisional.
