Rio de Janeiro

Exército testa radar brasileiro capaz de rastrear drones a 4 km

Equipamento fabricado pela Embraer foi avaliado em Guaratiba, na Zona Oeste do Rio

2 min

27/08/2026 20:49 • Atualizado há 4 dias

Exército testa radar brasileiro capaz de rastrear drones a 4 km

O Exército Brasileiro testou um radar fabricado no Brasil para ampliar a capacidade de identificar e acompanhar drones que possam representar ameaças pelo ar. Os ensaios foram realizados pelo Centro Tecnológico do Exército (CTEx), em Guaratiba, na Zona Oeste do Rio.

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O equipamento avaliado foi o Radar de Vigilância Terrestre SENTIR M20, fabricado pela Embraer. Durante os testes, um drone civil DJI Matrice 400 foi usado como alvo.

Segundo o Exército, o radar conseguiu detectar e acompanhar a aeronave não tripulada a uma distância de até quatro quilômetros.

O rastreamento permite identificar com antecedência a aproximação e a movimentação de um drone. Com isso, os militares podem ter mais tempo para avaliar uma possível ameaça e decidir qual resposta deve ser adotada.

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O SENTIR M20 pode ser usado como parte de sistemas antidrone, principalmente na proteção de instalações militares e de infraestruturas consideradas críticas.

Uso de drones

A avaliação acontece em um momento de aumento da importância dos drones nos conflitos armados. No Brasil, uma das preocupações é o avanço dessa tecnologia entre organizações criminosas.

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No Rio de Janeiro, traficantes já utilizaram drones para monitorar a movimentação de policiais e de grupos rivais e também para lançar explosivos. Em episódios recentes, granadas transportadas por essas aeronaves foram usadas durante confrontos e disputas territoriais.

A tecnologia de combate a drones não envolve apenas equipamentos de detecção.

Em julho, o Exército iniciou, no Centro de Avaliações do Exército, no Rio de Janeiro, uma etapa de testes com drones de ataque. Mais de 30 modelos participaram do processo de avaliação, incluindo equipamentos desenvolvidos para lançar explosivos e os chamados drones kamikazes, projetados para atingir diretamente um alvo.

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Quinze empresas participaram da primeira etapa, mas nenhuma conseguiu aprovação para operar com drones armados. Segundo o Exército, houve problemas nos testes com a munição. Uma nova rodada de avaliações deve ser realizada depois do aperfeiçoamento dos equipamentos.

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