Lutador que espancou vizinhas no RJ passa por audiência de custódia
Audiência de custódia converteu flagrante em preventiva; atleta de jiu-jitsu espancou idosa e mulher em elevador no RJ
A Justiça do Rio de Janeiro começa neste sábado (7) as audiências de custódia para saber se o pedido de prisão preventiva será mantido para Lucas Portela Fontana Gomes, lutador de jiu-jitsu que agrediu vizinhas em um prédio residencial na Avenida Maracanã, na Tijuca, Zona Norte da capital fluminense, na sexta-feira (6).
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A audiência de custódia gera apreensão entre os moradores que temem a soltura do suspeito. O crime aconteceu quando o atleta invadiu, sem motivo aparente, o apartamento de uma idosa de 81 anos no terceiro andar do prédio.
A moradora foi brutalmente agredida, enquanto familiares conseguiram fugir para pedir socorro na portaria. A defesa do lutador alegou surto.
Violência no elevador e ação policial
Ao ouvir os pedidos de socorro, uma vizinha de 56 anos subiu para verificar o que ocorria. Ela foi interceptada pelo agressor na porta do elevador. Câmeras de segurança do edifício registraram o ataque covarde, que incluiu socos, cotoveladas, chutes e um golpe de estrangulamento (mata-leão), além de múltiplos impactos com a cabeça da vítima contra o piso.
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Policiais militares do 6º BPM e agentes da Guarda Municipal foram acionados para conter o surto de violência. Durante a abordagem, o lutador resistiu ativamente e tentou sacar a arma de um dos policiais, o que obrigou a equipe a efetuar disparos que atingiram as pernas do suspeito. Mesmo ferido, ele continuou a resistir e precisou ser imobilizado com uma arma de choque, chamada de taser, antes de ser preso em flagrante.
Estado das vítimas e desdobramentos
A moradora de 56 anos espancada no elevador recebeu atendimento médico no Hospital Municipal Souza Aguiar e já recebeu alta. Já a idosa de 81 anos permaneceu internada na mesma unidade de saúde sob cuidados médicos, com quadro de saúde estabilizado, mas ferimentos graves.
O inquérito conduzido pela 18ª DP aponta que o investigado responderá criminalmente por dupla tentativa de feminicídio qualificado, invasão de domicílio, ameaça, lesão corporal e resistência à prisão. Condôminos também já iniciaram articulações jurídicas junto ao proprietário do imóvel para rescindir o contrato de locação do morador.
