Mais de metade das munições apreendidas com o CV vieram de forças de segurança
Mais da metade das munições apreendidas com a facção criminosa Comando Vermelho foram compradas originalmente pelas Forças Armadas ou por instituições de
Mais da metade das munições apreendidas com a facção criminosa Comando Vermelho foram compradas originalmente pelas Forças Armadas ou por instituições de segurança pública do país. O levantamento foi realizado pelo Instituto Sou da Paz, que analisou mais de 30 mil cartuchos e 29 processos criminais entre 2018 e 2025.
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A pesquisa detalha que aproximadamente 41% das munições apreendidas com o grupo são de fabricação brasileira, incluindo lotes utilizados durante a megaoperação realizada pelas polícias civil e militar no final de outubro do ano passado nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte da capital fluminense.
A ação, considerada a maior da história do estado do Rio de Janeiro, registrou confrontos que duraram mais de 14 horas e resultaram em 122 mortes, incluindo cinco policiais.
Investigação aponta falhas na rastreabilidade
O estudo também revela que cerca de 42% das munições restantes foram produzidas na Rússia e nos Estados Unidos. Investigações de cargas interceptadas com destino ao Rio de Janeiro identificaram o envolvimento de atiradores esportivos, policiais e militares no fornecimento ilegal desses materiais.
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Especialistas e representantes do Instituto Sou da Paz apontam a necessidade urgente de ampliar a rastreabilidade e o controle sobre o comércio de munições no país. Entre as medidas sugeridas estão a criação de códigos individuais de identificação para cada projétil fabricado ou importado, o aprimoramento da fiscalização sobre compradores e atiradores esportivos, e o estabelecimento de registros eletrônicos automatizados para coibir desvios e extravios.
