Rio de Janeiro

Médico colombiano é preso por cirurgia plástica que matou dona de casa

Lindama passou mal logo depois de fazer o procedimento com Heriberto em uma clínica na Barra da Tijuca

3 min

11/01/2024 19:34 • Atualizado há 924 dias

Médico colombiano é preso por cirurgia plástica que matou dona de casa

A prisão do cirurgião plástico Heriberto Ivan Arias Camacho foi considerada um alívio para a família da paciente que morreu depois de fazer um procedimento estético com o médico no ano passado. Lindama Benjamin de Oliveira, de 58 anos, teve três perfurações no intestino e hemorragia.

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O médico colombiano foi preso em casa na Freguesia, na Zona Oeste do Rio, por policiais da Delegacia de Copacabana, que investigavam o caso.

A irmã da vítima, Roselene Batista Melo, afirma que nada vai trazer Lindama de volta, mas diz que estão felizes diante da notícia.

Para a defesa da família, o advogado Jairo Magalhães, a prisão dele significa o início de justiça.

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Na decisão pela prisão de Heriberto, a Justiça considerou o risco de fuga, diante da dupla nacionalidade, e ainda o fato do médico ter assumido o risco de matar a paciente, "de forma livre e consciente".

O caso aconteceu em março do ano passado. Lindama passou mal logo depois de fazer o procedimento com Heriberto em uma clínica na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Segundo as investigações, o médico demorou a prestar socorro e chegou a debochar da situação ao ser informado sobre o estado da paciente, como conta o delegado Ângelo Lages.

De acordo com a polícia, Lindama poderia ter sobrevivido se tivesse sido socorrida a tempo. O laudo de necropsia afirmou que "o diagnóstico mais precoce levaria a paciente a uma cirurgia de emergência, o que possibilitaria maior chance de recuperação". Mas, segundo a polícia, além da demora no socorro, o médico ainda decidiu transferir a mulher para um hospital a mais de 30 km de distância da clínica, na Zona Norte do Rio, já que ela não tinha plano de saúde e o cirurgião preferiu não arcar com os custos de outra unidade de saúde que ficava a cerca de 5 km dali. Lindama já chegou morta no hospital, na madrugada do dia 11 de março.

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Essa não é a primeira vez que o cirurgião é alvo da polícia. O médico também é investigado pelas mortes de mais duas mulheres, que fizeram o mesmo procedimento estético, uma em 2016 e outra em 2022. Ele ainda responde a cinco processos que pedem reparação por danos em cirurgias. No ano passado, ele também foi alvo de investigação por lesão corporal em outra paciente.

Mesmo diante desse histórico, o médico continuava trabalhando normalmente. No site do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro, ainda nesta quinta-feira o registro dele parecia como ativo. Em nota, o Cremerj afirmou que existe um processo em andamento em sigilo. Em maio do ano passado, a defesa da família de Lindama já havia entrado com um pedido de suspensão do registro médico, mas não teve resposta.

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