Palacete imperial no RJ sofre com abandono e risco de desabamento
O histórico Palacete Imperial, localizado no centro do Rio de Janeiro, enfrenta um processo severo de abandono e risco iminente de desabamento após passar 18

O histórico Palacete Imperial, localizado no centro do Rio de Janeiro, enfrenta um processo severo de abandono e risco iminente de desabamento após passar 18 anos interditado. Construído no final do século XIX, o edifício é considerado patrimônio da cidade, mas atualmente carece de qualquer funcionário de vigilância ou zeladoria, facilitando a entrada de invasores pelas portas laterais.
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Impasse institucional e pedidos de distrato
Desde 2012, a preservação do prédio é de responsabilidade do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). No entanto, o órgão abriu mão da tutela e protocolou um pedido de distrato da cessão de uso do imóvel junto à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Em entrevista, a vice-reitora da UFRJ, Cássia Curan Turc, afirmou que a instituição recebeu o patrimônio em condições piores do que quando o entregou. A universidade está em processo de licitação para realizar novas vistorias e obras emergenciais no local. Segundo o arquiteto Leonardo Rodrigues Mesquita Santos, embora a estrutura de pedra não apresente danos aparentes imediatos, o longo período de abandono pode ter gerado comprometimentos internos que exigem análises aprofundadas.
Repercussão e preocupação na região
Moradores e trabalhadores que circulam diariamente pela Praça da República convivem com a degradação e cobram providências urgentes das autoridades para evitar tragédias e preservar a memória histórica da capital fluminense. A vendedora Selma Rodrigues relatou o perigo enfrentado por quem transita pelo entorno devido à queda de partes da estrutura.
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De acordo com a reitoria da UFRJ, a reforma definitiva ainda não tem data para ser concluída e depende de captação de recursos viabilizada por meio da Lei Rouanet. Enquanto os trâmites burocráticos avançam, a deterioração do palacete continua visível para quem passa pela região central.
