Rio de Janeiro

PF apreende R$ 26 mil e documentos em operação em Búzios

Secretária de Meio Ambiente e Urbanismo de Búzios é investigada por suposto favorecimento em licenças ambientais

2 min

13/08/2026 14:33 • Atualizado há 18 dias

PF apreende R$ 26 mil e documentos em operação em Búzios

A Polícia Federal apreendeu cerca de R$ 26 mil em dinheiro, aparelhos eletrônicos e documentos durante uma operação que investiga um suposto esquema de favorecimento de interesses dentro da Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo da Prefeitura de Búzios, na Região dos Lagos.

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A secretária de Meio Ambiente e Urbanismo, Roseli de Almeida Pereira, é uma das investigadas. Ao todo, os agentes cumprem oito mandados de busca e apreensão em endereços de Búzios, Cabo Frio, Araruama e Saquarema nesta quarta-feira (12).

Roseli chegou a ser afastada do cargo em julho, após um pedido do Ministério Público do Rio de Janeiro. A medida tinha como objetivo evitar possíveis interferências no acesso a documentos relacionados à investigação. Na última sexta-feira (7), porém, a Justiça do Rio determinou a suspensão do afastamento cautelar.

Segundo as investigações, agentes públicos teriam usado os cargos para conceder licenças e autorizações ambientais de forma irregular, beneficiando interesses particulares. O grupo também é suspeito de facilitar a instalação e o funcionamento de empreendimentos potencialmente poluidores sem as autorizações necessárias.

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Uma das apurações envolve intervenções na região da Ponta do Pai Vitório, área ambientalmente protegida.

Outra frente da investigação apura a retirada irregular de saibro do antigo Lixão da Baía Formosa. O material teria sido utilizado em obras no Campo de José Gonçalves, espaço frequentado por crianças. Um laudo da Polícia Federal confirmou a extração irregular e a utilização do material na obra, levantando possíveis riscos ambientais e sanitários.

O secretário de Clima e Sustentabilidade, Evanildo Nascimento, também é investigado.

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Para a Polícia Federal, os materiais apreendidos nesta quarta-feira podem ajudar a identificar outros envolvidos, dimensionar a atuação do grupo e encontrar novas possíveis irregularidades em processos de licenciamento ambiental.

Os investigados podem responder por corrupção passiva e ativa, advocacia administrativa, associação criminosa, prevaricação e concessão irregular de licenças e autorizações ambientais.

A reportagem aguarda um posicionamento da Prefeitura de Búzios.

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