Polícia analisa imagens de acidente com asa-delta que matou 2 no Rio; veja
Câmeras de segurança e dois equipamentos acoplados à aeronave estão sendo analisados; tem era bom na hora do acidente
Imagens gravadas por câmeras de segurança e por dois equipamentos acoplados à aeronave serão analisadas pela Polícia Civil para determinar a dinâmica do acidente com uma asa-delta que provocou a morte do instrutor Luís Eduardo dos Santos, de 45 anos, e de um turista argentino de 25 anos, na praia de São Conrado, Zona Sul do Rio de Janeiro.
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Os registros captaram os momentos finais do voo e a violenta colisão contra uma mureta da orla durante a manobra de aproximação para aterrissagem na faixa de areia.
As gravações obtidas —incluindo tomadas em 360 graus que registraram a reação dos ocupantes e a trajetória da descida— mostram que a aproximação ocorria em dia ensolarado e sob condições calmas antes da curva que terminou no impacto. O instrutor Luís Eduardo acumulava uma década de experiência na modalidade.
Perícia técnica e apuração de falhas
Os materiais audiovisuais passam por minuciosa análise dos peritos para confrontar hipóteses de falha mecânica, erro de pilotagem ou eventual interferência de fatores externos na sustentação do equipamento. Técnicos também compareceram às instalações do Clube São Conrado de Voo Livre para periciar a estrutura da asa-delta recolhida após a batida.
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A tragédia reabriu o debate sobre a fiscalização das operações de voo duplo no Rio. Pelas normas em vigor, a comercialização de saltos turísticos não é permitida pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac); a única modalidade legalmente autorizada são os voos de instrução, operacionalizados sob a forma de aula prática de iniciação desportiva após assinatura de termo de consentimento.
A direção do Clube São Conrado de Voo Livre sustenta que esse modelo de iniciação constitui o padrão praticado em âmbito nacional, mas reconheceu que os protocolos exigem revisão. Com a rampa da Pedra Bonita movimentando cerca de 30 mil voos ao ano, as decolagens no local foram preventivamente suspensas. O caso amplia o alerta no setor: somente neste ano, cinco pessoas perderam a vida em acidentes de voo livre no estado do Rio de Janeiro.
