Polícia encontra santinhos de Canella em casa de investigado por monopólio ilegal
Materiais de campanha do segundo deputado estadual mais votado no Rio nas eleições de 2026, Márcio Canella (União Brasil), foram apreendidos pela Polícia

Polícia encontra santinhos de Márcio Canella em casa de investigado por monopólio ilegal de internet no Rio
Divulgação
Materiais de campanha do segundo deputado estadual mais votado no Rio nas eleições de 2026, Márcio Canella (União Brasil), foram apreendidos pela Polícia Federal na casa de um dos investigados na Operação Backbone, que apura um esquema de exploração ilegal de internet em comunidades do Rio. A ação foi realizada na segunda-feira (19) e levou vinte pessoas à prisão, incluindo um dos irmãos e a mãe do rapper Oruam.
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A apreensão dos santinhos de Canella aconteceu em uma residência em um condomínio de alto padrão na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio. Os panfletos não traziam o número do candidato eleito, mas sim um QR Code que apontava para uma página com links do político e um pedido de voto para ele e para Antonio Rueda, presidente nacional do partido e eleito deputado federal pelo Rio.
A operação Backbone teve como alvo um esquema criminoso de exploração ilegal de serviços de internet em comunidades da Zona Norte do Rio. Documentos obtidos pelos investigadores apontam que a prática se tornou uma das atividades mais lucrativas para o crime organizado no estado.
O antropólogo e capitão veterano do BOPE, Paulo Storani, critica a expansão do crime organizado no Rio.
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Um novo mandado de prisão foi cumprido contra Marcinho VP, um dos chefes do Comando Vermelho, que já está preso no sistema penitenciário federal. A mulher dele, Marcia Nepomuceno, e o filho, Lucas Nepomuceno, também foram presos.
Outro alvo foi o vereador do Rio pelo Podemos, Fábio Silva, preso em Londrina, no Paraná. Márcio Canella não foi alvo desta ação, mas está preso desde a semana passada, no contexto de uma outra operação realizada pela Polícia Federal. Ele é apontado pelos investigadores como patrono político e articulador de uma organização criminosa acusada de lavagem de dinheiro.
As investigações identificaram uma rede de quase 100 postos de combustíveis para cometer os crimes, que teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões em seis anos.
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A defesa de Márcio Canella disse que não se posicionaria a respeito do assunto.
