Polícia investiga agência de turismo no RJ por golpe em pacotes de viagem
A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga uma agência de viagens suspeita de aplicar golpes em clientes que compraram pacotes turísticos. Cerca de 70
A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga uma agência de viagens suspeita de aplicar golpes em clientes que compraram pacotes turísticos. Cerca de 70 mulheres fecharam pacotes para a Costa Verde fluminense com a empresa Alecrim Viagens e Turismo, mas ficaram sem a viagem e sem o dinheiro investido.
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Juntas, as vítimas pagaram mais de R$ 26,5 mil pelo passeio, que estava marcado inicialmente para dezembro do ano passado. A viagem foi adiada pela agência para março, sob a alegação de mau tempo, mas, dias antes da nova data, o passeio foi cancelado.
Ameaças e prejuízos acumulados
Segundo os relatos das vítimas, a dona da agência, identificada como Maria Eduarda Ribeiro Fagundes, alegou que teria um prazo de 30 dias para efetuar o reembolso, podendo estender o período por mais 15 dias. No entanto, os prazos não foram cumpridos e o grupo perdeu o contato com a empresa.
Além da frustração com o destino de Angra dos Reis, algumas clientes relataram prejuízos ainda maiores. Uma das vítimas pagou R$ 4 mil adicionais para uma viagem a Salvador, que também foi cancelada e nunca realizada.
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Até o momento, a empresa restituiu apenas R$ 6,7 mil referentes à viagem de Angra em sete parcelas. Imagens obtidas durante a investigação mostram que a proprietária e sua mãe, Soraya Ribeiro, teriam chegado a ameaçar clientes que cobravam o dinheiro de volta nas redes sociais e mensagens privadas.
Empresa fechada e investigações em andamento
A equipe de reportagem esteve no endereço onde a agência funcionava e encontrou as portas fechadas. Embora o estabelecimento esteja com as persianas abaixadas, o número de telefone e anúncios continuam ativos nas redes sociais da empresa, onde novos pacotes ainda são divulgados.
O caso foi registrado na delegacia da região, que apura os crimes de estelionato e associação criminosa. As autoridades orientam que outras eventuais vítimas procurem uma delegacia para registrar boletim de ocorrência e formalizar as denúncias contra os responsáveis.
