Polícia investiga roubo de medicamentos usados no tratamento de câncer
Organização causou prejuízos de mais de um milhão de reais a um hospital particular no Méier

A Polícia Civil investiga o possível envolvimento de funcionários de um hospital em um esquema de roubo de medicamentos usados no tratamento de câncer. A organização criminosa, que causou prejuízos de mais de um milhão de reais a um hospital particular no Méier, na Zona Norte do Rio, foi alvo de uma operação da Delegacia de Roubos e Furtos nesta quarta-feira (17).
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Um dos bandidos, Diego Almeida de Araújo, foi preso, mas dois comparsas dele ainda estão foragidos. Eles foram identificados como Gabriel Paiva Domingues e Diogo Soares de Sousa Bastos. A polícia confirma ainda que pelo menos mais três pessoas participaram diretamente dos crimes, já que aparecem em imagens de câmeras de segurança.
O caso aconteceu no Hospital Marcos Moraes. Segundo o delegado Moyses Santana, os investigadores também tentam identificar a cadeia de receptação criminosa desse grupo, ou seja, quem comprava os medicamentos dos bandidos.
Ainda de acordo com a polícia, os criminosos estiveram no Hospital Marcos Moraes pelo menos três vezes no ano passado. A primeira foi em maio, quando, utilizando uniformes e crachás do próprio hospital, os bandidos furtaram aproximadamente um milhão de reais em medicamentos.
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Em outubro, eles tentaram mais uma vez roubar o hospital, se passando por entregadores de restaurantes, mas não conseguiram levar nada, por causa da reação dos seguranças. Já em novembro, três criminosos entraram armados na unidade e renderam funcionários.
Eles roubaram aproximadamente 80 mil reais em medicamentos e chegaram a usar um martelo para quebrar a geladeira onde ficavam as caixas. As investigações apontaram que o grupo roubava sempre o mesmo medicamento: caixas de um remédio usado no tratamento de câncer que, em farmácias, podem custar entre 40 e 70 mil reais.
O Hospital Marcos Moraes disse que segue à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.
