Rio de Janeiro
Jornal da Band

Polícia investiga se clínica interditada no RJ opera em segredo

Grupo Celita Toledo promete vagas e usa redes sociais para transferir operações a outros hospitais

2 min

28/10/2026 00:06 • Atualizado há 2 horas

A Delegacia do Consumidor investiga se a rede do Grupo Celita Toledo continua realizando cirurgias plásticas de forma clandestina no Rio de Janeiro, mesmo após a interdição do seu centro cirúrgico principal. O local foi lacrado pelas autoridades sanitárias e policiais depois da morte de três pacientes submetidas a procedimentos estéticos na unidade.

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Mensagens obtidas pelos investigadores mostram que a captação de clientes permanece ativa na internet e em aplicativos de mensagens. Nas conversas, a administração afirma às mulheres em fila de espera que as operações estão sendo remanejadas para outras unidades hospitalares enquanto o prédio original cumpre prazo de fechamento.

Os agentes verificam se o novo endereço hospitalar utilizado para as cirurgias possui licença sanitária e autorização legal para funcionamento. O grupo médico não informou a localização exata do espaço onde pretende acomodar as pacientes agendadas.

Promessas de cirurgias e contratação de médicos

As publicações virtuais do chamado "Projeto Celita Toledo" oferecem promoções para procedimentos como mastopexia, inclusão de próteses de silicone e abdominoplastia. Os anúncios divulgam vagas abertas para os meses seguintes, com promessa de internação hospitalar, equipe cirúrgica completa e acompanhamento nutricional.

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Em avisos direcionados aos clientes, a empresa alega que o bloco cirúrgico de Laranjeiras reabrirá em cerca de 30 dias. As mensagens asseguram ainda a contratação de outros quatro médicos para reforçar a escala e dar vazão à demanda reprimida de operações.

A sede segue com faixas de isolamento afixadas na porta principal pela vigilância sanitária municipal. Na fachada do imóvel, cartazes manuscritos avisam à população que o serviço de emergência médica está suspenso por tempo indeterminado.

Suspeita de atuação de médicos estrangeiros e estudantes

A apuração conduzida pela Polícia Civil apura a atuação de médicos estrangeiros sem validação profissional e estudantes de medicina nas salas de cirurgia plástica da rede. O objetivo é individualizar a conduta de todos os profissionais que participaram dos atendimentos às vítimas fatais.

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Em depoimento prestado à polícia na última segunda-feira, um médico de nacionalidade venezuelana confessou ter perfurado o intestino de uma das pacientes que morreu após intervenção estética no local. Aos policiais civis, o profissional tentou justificar a lesão no órgão como um acidente inerente ao ato operatório.

A proprietária da rede de estética é Celita Toledo, que não possui formação acadêmica ou registro profissional na área da saúde. Segundo informações reunidas pela polícia, ela responde pela coordenação comercial dos pacotes cirúrgicos ofertados nas plataformas digitais.

A Delegacia do Consumidor segue com diligências em andamento para intimar testemunhas, identificar a nova estrutura hospitalar utilizada pelo grupo e anexar laudos periciais ao inquérito policial.

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