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Rio de Janeiro

Rodrigo Bacellar, Adilsinho e Márcio Poncio são alvos de operação da PF

5ª fase da Operação Unha e Carne é realizada pela PF; Marco Antônio Cabral também é alvo de mandado de busca e apreensão

3 min

02/07/2026 08:00 • Atualizado há 114 dias

Rodrigo Bacellar, Adilsinho e Márcio Poncio  são alvos de operação da PF

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (2), a quinta fase da Operação Unha e Carne, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado à nova cúpula do jogo do bicho no Rio de Janeiro. A ação ganhou um novo desdobramento após a apreensão de uma lista com supostos repasses a políticos do estado.

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O documento foi encontrado na cabeceira da cama do contraventor Adilson Oliveira Filho, conhecido como Adilsinho, durante uma das fases da investigação. Segundo a Polícia Federal, a lista será analisada como parte do inquérito.

De acordo com fontes da BandNews FM, o nome do ex-governador Cláudio Castro aparece na lista ao lado de uma anotação de R$ 3,2 milhões, que seria referente a uma doação durante uma das campanhas ao Governo do Estado. Cláudio Castro não foi alvo da operação.

O deputado estadual Rodrigo Amorim também é citado no documento. Na planilha, consta uma anotação de R$ 2 milhões. O ex-deputado TH Jóias e o delegado federal Felício Laterça também aparecem na lista.

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Na operação desta quinta-feira, a Polícia Federal cumpriu novos mandados de prisão contra Adilsinho e o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Rodrigo Bacellar. Bacellar já estava preso no Complexo Penitenciário de Gericinó e será transferido para um presídio federal por determinação do Supremo Tribunal Federal. Adilsinho permanece na Penitenciária Federal de Brasília.

Os agentes também prenderam o pastor evangélico e empresário Marcio Pôncio, em um hotel na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Ao todo, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em São João de Meriti, na Baixada Fluminense.

Entre os alvos da operação também está Marco Antônio Cabral, ex-deputado federal e filho do ex-governador Sérgio Cabral.

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Segundo a Polícia Federal, as investigações identificaram pagamentos indevidos e doações eleitorais entre os investigados. O Supremo Tribunal Federal também determinou o bloqueio de bens e valores de até R$ 22 milhões.

As quatro primeiras fases da Operação Unha e Carne apontaram o envolvimento de agentes políticos com as facções Comando Vermelho e Terceiro Comando Puro. Nesta etapa, a investigação tem como foco a relação entre os investigados e o jogo do bicho.

Defesas

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Em nota, a defesa do ex-governador Cláudio Castro afirmou que é "mentirosa qualquer ilação" de que ele tenha recebido pagamento, doação ilegal, vantagem indevida ou qualquer repasse atribuído a Adilsinho. A defesa também declarou que a campanha de 2022 foi regularmente declarada à Justiça Eleitoral e que a simples citação do nome em uma lista não comprova o recebimento de valores.

A defesa de Rodrigo Bacellar negou que o ex-presidente da Alerj tenha atuado para beneficiar organizações criminosas e afirmou que os documentos da investigação demonstram que ele não tem vínculo com os fatos apurados. Segundo os advogados, Bacellar sempre exerceu a atividade política dentro da legalidade.

Já a defesa de Rodrigo Amorim afirmou que o deputado não tem relação com Adilsinho e disse que não aceitará tentativas de atingir sua reputação.

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Marco Antônio Cabral também negou, por meio de nota, qualquer envolvimento com o crime organizado.

A defesa de Márcio Poncio alegou que não teve acesso aos autos do processo, o que impede os advogados de entender os motivos que levaram à decretação da prisão preventiva do pastor.

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