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Rio de Janeiro
Brasil Urgente

Secretário municipal morre baleado em perseguição no Rio de Janeiro

Vítima não parou em três bloqueios na Av. Brasil; cinco policiais militares acabaram afastados das funções

2 min

20/10/2026 17:07 • Atualizado há 4 dias

O secretário de Desenvolvimento Econômico de Queimados morreu baleado dentro do próprio carro durante uma perseguição policial na Avenida Brasil, no Rio de Janeiro, nesta terça-feira (20). Cinco policiais militares envolvidos na ação foram afastados das ruas por ordem do governador em exercício do Estado, o desembargador Ricardo Couto.

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A ocorrência mobilizou viaturas e equipes em uma das vias expressas mais movimentadas da capital fluminense. De acordo com os agentes da corporação, a perseguição teve início quando o motorista desobedeceu à primeira ordem de parada dada na via.

Descumprimento de ordens e disparos na via

Os policiais relataram que atiraram inicialmente contra os pneus do automóvel depois de ouvirem tiros durante a primeira tentativa de abordagem. O condutor acelerou e desrespeitou outras duas ordens de bloqueio ao longo do trajeto.

A perseguição contou com o reforço de agentes que realizavam patrulhamento no trajeto e de integrantes do batalhão tático de motociclistas. Durante o acompanhamento, os policiais afirmaram ter escutado estampidos que inicialmente pareciam partir de uma comunidade próxima.

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Mais adiante, ao ouvirem novos disparos, os agentes alegaram situação de risco iminente por acreditarem que os tiros vinham do interior do automóvel do secretário. Um policial militar disparou ao menos sete vezes de fuzil na direção do veículo.

Investigação e perícia sobre os tiros

A vítima foi atingida pelos projéteis e morreu ainda no interior do automóvel, antes de qualquer atendimento médico. Os próprios agentes declararam em depoimento que não possuem certeza se os tiros iniciais partiram do carro do secretário ou de outro ponto da região.

O inquérito instaurado pela Polícia Civil apura a dinâmica exata dos fatos e a origem dos disparos fatais. A Corregedoria Geral da Polícia Militar também acompanha o caso internamente para apurar a conduta dos militares.

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O documento que determinou a abertura da apuração policial aponta que nenhum dos agentes foi preso em flagrante. A autoridade policial justificou a decisão pela ausência de comprovação imediata sobre qual arma efetuou o tiro que provocou a morte do secretário.