Taxistas fraudam taxímetro e cobram até nove vezes mais; entenda o golpe
Uma operação da Polícia Civil revelou, nesta semana, um esquema de fraude em taxímetros para extorquir passageiros que desembarcavam no Aeroporto
Uma operação da Polícia Civil revelou, nesta semana, um esquema de fraude em taxímetros para extorquir passageiros que desembarcavam no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro. Em uma ação com câmera escondida, um policial civil infiltrado se passou por taxista e registrou o momento em que um homem negociava e instalava o dispositivo criado para acelerar a contagem do valor das corridas.
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Como funcionava o golpe e a atuação dos "jóqueis"
A fraude consistia na instalação de uma peça acoplada ao taxímetro que adulterava a medição e deixava as viagens significativamente mais caras. Nas gravações, o próprio suspeito ensina o motorista a acionar o equipamento de forma oculta utilizando o pé, perto da embreagem.
A captação das vítimas ocorria ainda dentro do aeroporto. Integrantes do grupo se passavam por "jóqueis" --aliciadores que abordavam os passageiros no terminal-- e os conduziam até os motoristas envolvidos na fraude, que aguardavam do lado de fora.
Em um dos casos documentados pela polícia, um passageiro pagou R$ 900 por uma corrida de cerca de 20 quilômetros, partindo do Galeão, na Zona Norte, até a Zona Sul da cidade. O valor cobrado representou uma quantia quase nove vezes maior do que a tarifa habitual para o percurso.
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Conexão com o tráfico e desdobramentos
De acordo com as investigações policiais, a estrutura do golpe era coordenada por um traficante de uma comunidade vizinha ao aeroporto, na Zona Norte carioca.
Durante as diligências da operação, 18 pessoas foram conduzidas à delegacia para prestar depoimento. Até o fechamento da reportagem, ninguém havia sido preso.
