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Rio de Janeiro
Jornal da Band

Tiroteio entre PMs resulta na morte de subtenente do Bope no Rio de Janeiro

Devido à baixa luminosidade da região, os policiais do batalhão teriam confundido a ação com uma abordagem criminosa

2 min

12/10/2026 19:57 • Atualizado há 12 dias

Um tiroteio envolvendo policiais militares de diferentes unidades terminou com a morte de um subtenente do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) no Rio de Janeiro. O caso ocorreu durante a madrugada, em uma rua que dá acesso às comunidades Garden Azul e Cidade de Deus.

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De acordo com as informações divulgadas pela Polícia Militar, agentes do Bope realizavam a abordagem a um carro em uma viatura quando policiais militares do Batalhão de Jacarepaguá se aproximaram do local. Devido à baixa luminosidade da região, os policiais do batalhão teriam confundido a ação com uma abordagem criminosa, o que deu início à troca de tiros.

Ao todo, seis policiais foram baleados durante o confronto. O subtenente Gláuscio Marcelo Fonseca da Silva, de 54 anos, não resistiu aos ferimentos. Ele era integrante da corporação há quase 26 anos, com a maior parte da carreira dedicada à tropa de elite do Bope,e deixou três filhos. O sepultamento do agente ocorreu nesta segunda-feira.

Familiares e autoridades cobram esclarecimentos rigorosos sobre o episódio. As investigações buscam entender a falta de coordenação e comunicação entre as equipes que atuavam na mesma área. Familiares apontam que havia registro de comunicação sobre a presença policial na região, levantando dúvidas sobre como e para quem essa informação foi repassada. Além disso, apura-se o motivo de os agentes não terem identificado a farda diferenciada do Bope ou se aproximado o suficiente para verificar a natureza da ocorrência antes de disparar, já que não havia troca de tiros prévia com criminosos.

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A tragédia ganha contornos ainda mais dolorosos com o histórico da família, já que esta é a segunda perda enfrentada na corporação em menos de um ano. O subtenente Gláuscio era irmão de Éber Carvalho da Fonseca, de 39 anos, policial militar que morreu em outubro do ano passado durante uma megaoperação no Complexo do Alemão.

Enquanto isso, outros dois policiais militares baleados na confusão seguem internados. A Corregedoria da Polícia Militar e a Polícia Civil instauraram inquéritos para investigar todas as circunstâncias do ocorrido. Os policiais envolvidos já prestaram depoimento e tiveram suas armas apreendidas para perícia técnica, enquanto os investigadores solicitaram as imagens capturadas pelas câmeras corporais dos agentes presentes na ação.

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