Traficantes adaptam drones com artefatos explosivos no RJ
A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga a utilização de drones adaptados por criminosos para lançar artefatos explosivos e granadas em áreas residenciais

Traficantes adaptam drones com artefatos explosivos
A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga a utilização de drones adaptados por criminosos para lançar artefatos explosivos e granadas em áreas residenciais da capital fluminense. Os equipamentos, que passam por modificações com o uso de acessórios de baixo custo comercializados na internet, têm como alvo regiões da Zona Norte controladas pelo tráfico de drogas.
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O Complexo do Alemão, apontado como reduto do Comando Vermelho, tornou-se o principal ponto de monitoramento das forças de segurança. De acordo com as investigações, o território tem recebido criminosos de outros estados em busca de refúgio e de treinamento especializado para a operação dos equipamentos aéreos.
Como funciona a adaptação dos equipamentos
Os dispositivos empregados pelos criminosos são modelos comuns de drones, encontrados em lojas virtuais com preços que variam de R$ 4 mil a R$ 100 mil. Para transformar os aparelhos em armas de ataque, o tráfico acopla um acessório conhecido como "airdrop", comercializado livremente na rede por valores inferiores a R$ 200.
Imagens de raio-X divulgadas pela polícia revelam que as bombas de fabricação caseira são recheadas com pregos, parafusos e porcas. O objetivo da inclusão desses projéteis metálicos é maximizar o poder de fragmentação e o raio de destruição durante as detonações em vias públicas, residências e proximidades de quadras esportivas.
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Atuação policial e patrulhamento na capital
O esquadrão antibombas da Polícia Civil do Rio de Janeiro é o responsável por realizar a perícia nos explosivos apreendidos durante as diligências. Em paralelo, a Polícia Militar intensificou o patrulhamento ostensivo na região para coibir novas ações criminosas e identificar os operadores dos equipamentos aéreos.
As investigações continuam em andamento para desarticular a rede de financiamento e a cadeia de suprimentos que abastece os criminosos com os artefatos e acessórios adaptados.
