Fábrica de celulose avança e promete maior investimento do RS
O projeto de uma nova fábrica de celulose avançou para uma nova etapa no Rio Grande do Sul após receber a licença ambiental prévia. A entrega do documento
O projeto de uma nova fábrica de celulose avançou para uma nova etapa no Rio Grande do Sul após receber a licença ambiental prévia. A entrega do documento ocorreu no Palácio Piratini e contou com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin.
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O empreendimento da multinacional chilena CMPC prevê aportes de R$ 27 bilhões. A estrutura terá capacidade para produzir três milhões de toneladas de celulose por ano.
No pico das obras, a construção mobilizará 12 mil trabalhadores. O projeto também contempla a construção de um terminal próprio no Porto de Rio Grande para o escoamento da produção.
Etapas do licenciamento e histórico de impasses
A licença prévia atesta a viabilidade ambiental do empreendimento, mas ainda não autoriza o início das obras. Para iniciar a construção, a empresa precisa cumprir exigências específicas para a obtenção da licença de instalação.
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O processo de licenciamento enfrentou questionamentos judiciais anteriores. Em março, o Ministério Público Federal recomendou a suspensão do processo devido à necessidade de consulta a comunidades indígenas na região de Barra do Ribeiro.
Oito comunidades locais manifestaram-se contra a paralisação do projeto. Em abril, o Conselho Nacional do Ministério Público suspendeu, em caráter liminar, os efeitos da recomendação.
De acordo com a Fundação Estadual de Proteção Ambiental, o documento foi emitido após análises detalhadas de estudos ambientais e contribuições da sociedade. Os projetos de controle ambiental serão avaliados posteriormente para a liberação definitiva das construções.
