Foragida da Interpol, mulher condenada por morte de fotógrafo é presa no RS
Paula Caroline estava na Lista Vermelha da Interpol e foi capturada em hotel de luxo, onde passsava férias

Mulher procurada por 11 anos é presa no RS
Reprodução/Interpol
Onze anos após o crime que chocou o Rio Grande do Sul, a Polícia Civil prendeu Paula Caroline Rodrigues Lopes, de 31 anos, que estava com o nome na Lista Vermelha da Interpol. A captura ocorreu na última quinta-feira (22), enquanto ela desfrutava de férias em um hotel de luxo localizado em Santo Antônio da Patrulha, a cerca de 90 quilômetros da capital gaúcha. Paula era considerada foragida da Justiça desde março deste ano, quando foi condenada em segunda instância a 26 anos e oito meses de prisão em regime fechado.
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A investigação aponta que Paula planejou e atraiu o ex-namorado, o fotógrafo José Gustavo Bertuol Gargioni, de 22 anos, para uma emboscada na Prainha do Paquetá, em Canoas, em julho de 2015. No local, a vítima foi torturada e executada com 19 tiros por Juliano Biron, então namorado de Paula, que estava escondido no banco traseiro do veículo. Motivada por ciúmes, a condenada havia chegado a ser absolvida em 2023, mas o Ministério Público recorreu, resultando na condenação por homicídio triplamente qualificado (motivo fútil, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa).
No momento da abordagem policial no estabelecimento, Paula estava acompanhada de seu atual companheiro, Letier Ademir Silva Lopes, apontado como integrante de uma facção criminosa sulista e que também era foragido da Justiça. Durante a operação realizada no hotel, os agentes apreenderam uma pistola e certa quantia em dinheiro com o suspeito. Diante dos mandados pendentes e da situação flagrancial, Letier foi autuado por porte ilegal de arma de fogo.
Após a formalização das prisões no âmbito da operação coordenada pelas forças de segurança, o casal foi encaminhado às autoridades competentes para a realização dos trâmites legais e a subsequente transferência ao sistema prisional.
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O caso, que teve ampla repercussão nacional e mobilizou autoridades internacionais por meio da difusão vermelha da Interpol, marca o desfecho da busca por justiça no processo conduzido pela 1ª Vara Criminal Especializada em Júri de Canoas.
