Nacional

SP: Metrô deixará de aceitar bilhetes magnéticos a partir de 31 de outubro

Os bilhetes magnéticos do tipo Edmonson, usados para a entrada no Metrô de São Paulo, deixarão de ser aceitos a partir de 31 de outubro. Após este prazo, os

3 min

31/08/2026 11:24 • Atualizado há 3 horas

SP: Metrô deixará de aceitar bilhetes magnéticos a partir de 31 de outubro

Os bilhetes magnéticos do tipo Edmonson, usados para a entrada no Metrô de São Paulo, deixarão de ser aceitos a partir de 31 de outubro. Após este prazo, os passageiros ainda poderão trocar os bilhetes magnéticos remanescentes no período entre novembro e janeiro de 2027, em postos de atendimento específicos que serão divulgados posteriormente.

Continua depois da publicidade

Segundo o Metrô, a medida faz parte da modernização da bilhetagem e leva em conta principalmente a limitação tecnológica do sistema de leitura do Edmonson nas catracas, “que se tornou obsoleto, por ser composto por equipamentos mecânicos que apresentam muitas falhas e já não contam com peças de reposição”.

Com o fim da aceitação do bilhete magnético, os passageiros poderão utilizar outras formas de acesso ao sistema metroviário, como:

  • Bilhete Único;
  • Cartão TOP;
  • Bilhetes com QR Code, que são vendidos em papéis nas bilheterias, máquinas de autoatendimento ou digitalmente em aplicativo de celular e WhatsApp; e
  • Pagamentos por aproximação com cartões físicos ou virtuais (em smartphones ou smartwatches) de débito e crédito.

Conforme a companhia, a produção destes bilhetes envolve diversas etapas, incluindo fabricação especializada (Casa da Moeda), transporte, armazenamento seguro, distribuição às estações e reposição constante dos estoques. “Também há custos relacionados à logística, armazenagem, transporte, controle de estoque, recolhimento e manutenção dos equipamentos de leitura”.

Continua depois da publicidade

Memória afetiva dos paulistanos

Mais do que um título de transporte, o bilhete Edmonson se tornou um dos símbolos da história do Metrô de São Paulo. Durante décadas, a experiência de viajar esteve associada ao cartão magnético que acompanhou milhões de pessoas em trajetos para a escola, trabalho, compromissos familiares e momentos importantes da vida na cidade.

Quando o Metrô de São Paulo iniciou suas operações comerciais em 1974, incorporou essa tradição ao adotar os bilhetes em papel-cartão com tarja magnética, considerados tecnologia de ponta para a época. Durante décadas, eles desempenharam papel fundamental na mobilidade de milhões de passageiros.

Para muitos passageiros, o bilhete representa uma lembrança afetiva de diferentes gerações e da própria expansão do sistema metroviário paulistano. Assim como as antigas fichas telefônicas, orelhões, relógios analógicos nas plataformas e outros objetos que marcaram uma época, o bilhete Edmonson permanece como um importante elemento da memória coletiva e da evolução tecnológica do transporte urbano.

Continua depois da publicidade

200 anos de história

O bilhete utilizado pelo Metrô de São Paulo tem origem em um sistema criado pelo inglês Thomas Edmondson, no século XIX. Chefe de estação da Newcastle and Carlisle Railway, na Inglaterra, Edmondson desenvolveu, a partir de 1839, um modelo padronizado de emissão de passagens que revolucionou o transporte ferroviário ao substituir os antigos bilhetes manuscritos.

O sistema era baseado em cartões previamente impressos, numerados sequencialmente e validados no momento da venda, permitindo maior controle operacional e financeiro. Sua eficiência fez com que fosse adotado por ferrovias em diversos países, tornando-se um padrão mundial de bilhetagem ferroviária.

Seguir a Band no Google

Tópicos relacionados